Boqueira nos ovinos

. O que é o Ectima Contagioso?(boqueira).
É uma doença de pele, de carácter transmissível, que afecta a pele e os lábios dos ovinos e caprinos, produzida por um vírus pertencente á família Poxviridae, género Parapoxvírus, conhecido como vírus QRF.
A transmissão faz-se pelo contacto directo entre animais infectados e animais sãos, ou indirectamente, através de lesões nos lábios dos animais, causadas por ferragens grosseiras infectadas com as crostas de animais doentes desprendidas no ambiente.
Devido á sua capacidade de conservação nas crostas, o vírus pode permanecer virulento nos pastos e nos estábulos durante anos. Especialmente durante o tempo seco, a infecção é disseminada rapidamente.

Quadro clínico
Período de incubação: o período de incubação é de 6 a 8 dias.
Formas de apresentação:
·         Lesões nas bordas dos lábios e comissuras labiais, inicialmente apresentando manchas pequenas, evoluindo para módulos, vesículas, pústulas e crostas, com exsudação, aumento das crostas e desprendimento das mesmas.
·         Podal (patas): lesão cutânea simples com vesículas e crostas nas partes distais (extremidades) que ficam quentes e dolorosas. Pode gerar uma pododermite necrótica.
·         Genital: apresentando pústulas, erosão e crostas na mama, face interna das coxas, lábios da vulva e prepúcio.

As ovelhas ou as cabras com infecção mamária causada pelo vírus do Ectima Contagioso podem transmitir a doença aos cordeiros ou aos cabritos que ainda mamam. Aparece nos animais jovens entre as 3 e 12 semanas de idadg
Prognóstico
A doença, sendo benigna e curável espontaneamente, tem um prognóstico favorável em relação á evolução clínica.
As perdas económicas são grandes, devido ao emagrecimento dos animais, que não podem alimentar-se normalmente.
A mortalidade de crias poderá ocorrer devido ás infecções secundária na boca, impossibilitando-as de mamar, causando também dor á progenitora e fazendo com que estas não permitam que as crias mamem.
.Tratamento e profilaxia
O tratamento coinsiste na separação dos oanimais doentes para evitar contágios e desinfecção diária das feridas da boca das crias com solução de glicerina iodada a 6%. O mel rosado é igualmente utilizado com bons resultados.
No caso de lesões no úbere, deve-se utilizar a solução de iodo com glicerina na proporção de 1:3. Pode-se utilizar, também, o ácido fénico a 3% com glicerina ou permanganato de potássio a 3%.
A profilaxia do Ectima Contagioso faz-se igualmente através do recurso a autovacinas e ao isolamento dos animais doentes.


Tratamento suíno


A  carne  suína  é  a  fonte  de  proteína  animal  mais  consumida  no mundo,  representando  quase  metade  do  consumo  e  da  produção  de  carnes. O  Brasil  foi  responsável,  em  2006,  por  2,9%  da  produção  mundial,  ou  2,87 milhões  de  toneladas.  É  o  quarto  maior  produtor,  abaixo  da  China,  da  União Européia  e  dos  Estados  Unidos  da  América.  A  suinocultura  é  praticada  com maior  ou  menor  intensidade  em  todos  os  estados,  sendo  que  a  Região  Sul concentra  44%  do  rebanho  e  61%  do  alojamento  tecnificado  de  matrizes.  A produtividade  da  suinocultura  brasileira  é  variável,  dependendo  da  região  e do  tipo  de  produção,  alcançando,  como  no  caso  de  Santa  Catarina,  um desfrute  de  170%,  comparável  ao  obtido  por  alguns  dos  países  produtores com  maiores  índices  produtivos. Contabilizando  apenas  5%  do  total  produzido  o  comércio  internacional de  carne  suína  é  modesto  quando  comparado  com  a  carne  bovina  e  de aves.  Mesmo  assim,  e  apesar  do  acirramento  da  concorrência  internacional, o  Brasil  apresentou  um  desempenho  excepcional  na  última  década, atingindo  em  2005  a  marca  recorde  de  US$  1,2  bilhão  e  625  mil  toneladas em  exportações,  correspondendo  a  uma  média  de  20%  da  produção nacional.  O  dinamismo  no  mercado  externo  não  tem  sido  acompanhado  pelo mercado  interno,  com  um  consumo  per  capita  de  aproximadamente  12 kg/habitante/ano,  praticamente  estagnado  desde  o  início  da  década  e inferior  à  média  internacional.  Ao  contrário  dos  consumidores  asiáticos, europeus  e  norte-americanos,  o  brasileiro  consome  mais  as  carnes  de frango  e  bovina  do  que  a  suína.  Assim,  a  falta  de  uma  base  sólida  no mercado  interno,  a  crescente  dependência  nas  exportações  ainda concentradas  em  poucos  parceiros  comerciais,  os  problemas  sanitários  no rebanho  bovino  e  as  barreiras  comerciais  apontam  para  um  quadro  de incerteza  futura  e  maior  pressão  competitiva  entre  os  suinocultores brasileiros.
 Este  cenário,  aliado  ao  crescimento  no  alojamento  tecnificado  de  matrizes,  atualmente  em  1,5 milhões  de  cabeças  (às  quais  se  somam  918  mil cabeças  do  rebanho  de  subsistência),  ao  aumento dos  custos  ambientais  e  à  pressão  altista  no  preço dos  grãos  em  função  do  avanço  das  culturas energéticas  para  a  produção  de  álcool  e  biodiesel, coloca  em  primeiro  plano  a  busca  pela  eficiência  e pela  qualidade.  Dessa  forma,  torna-se  essencial  a produção  de  carne  com  padrão  de  qualidade  definido,  que  possa  ser  rastreada,  que  seja  segura  do ponto  de  vista  alimentar,  ambientalmente  sustentável,  com  respeito  ao  bem-estar  animal  e  que atenda  as  expectativas  do  consumidor.  Além  disso, a  produção  precisa  atender  não  apenas  às  exigências  do  mercado  consumidor,  mas  da  sociedade como  um  todo,  a  partir  de  critérios  fundamentados na  sustentabilidade  da  produção,  o  que  também inclui  a  eficiência  e  a  viabilidade  econômica  da atividade. As  diretrizes  de  Boas  Práticas  de  Produção de  Suínos  (BPPS)  aqui  descritas  tem  como  objetivo enfatizar  a  busca  de  uma  produtividade  que  torne  a exploração  de  suíno  economicamente  viável,  sem se  descuidar  da  segurança  do  produto,  da  preservação  do  ambiente,  do  bem-estar  animal  e  dos princípios  da  responsabilidade  social  vinculados  aos fatores  de  produção. Esses  objetivos  servem  de  base  para  outros programas  de  fomento  à  melhoria  de  qualidade  do produto,  difundidos  em  âmbito  mundial,  como  a Análise  de  Perigo  e  Pontos  Críticos  de  Controle (APPCC),  ou  para  a  implantação  de  programas  de incentivo  à  certificação  agropecuária  por  meio  de diversos  protocolos  com  reconhecimento  internacional.  Este  documento  também  objetiva  atualizar  a Circular  Técnica  n.º  39  acrescentando  um  roteiro para  auditorias  das  granjas  referente  as  boas práticas  de  produção  de  suínos  (checklist). As  BPPS  podem  beneficiar  os  sistemas  de produção  de  suínos  de  ciclo  completo  (CC)  em atividade,  assim  como  orientar  a  ampliação  ou  a implantação  de  novos  sistemas.  Pelo  fato  de  contemplar  todas  as  etapas  da  produção,  desde  a  aquisição  do  material  genético  até  a  entrega  dos  suínos de  abate  na  plataforma  do  frigorífico,  as  BPPS  aplicam-se,  ainda,  a  sistemas  de  produção  que  executam  apenas  parte  das  etapas  de  produção  de  suínos,  como  a  Unidade  de  Produção  de  Leitões (UPL),  que  produz  leitões  até  a  saída  da  creche,  e  a Unidade  de  Terminação  (UT),  que  recebe  os  leitões de  uma  UPL  e  executa  as  fases  de  crescimento  e de  terminação,  ou  mesmo  os  sistemas  ainda  mais especializados,  como  são  os  crechários  (sistemas especializados  para  recria  dos  leitões  envolvendo apenas  a  fase  crítica  que  vai  desde  o  desmame  até os  leitões  alcançarem  22  kg). O  sistema  intensivo  de  suínos  criados  ao  ar livre  (Siscal)  não  está  contemplado  nessas  BPPS, que  neste  caso  devem  ser  implantadas  com  o  apoio de  técnicos  especializados.  Da  mesma  forma  nos processos  de  tomada  de  decisão  mais  críticos, como  a  implantação  e  a  manutenção  de  um  sistema adequado  de  controle  sanitário  nas  granjas  as orientações  de  ordem  técnica  devem  ter  o  aval  de profissional  habilitado  visando  a  obtenção  de  êxito nos  programas  implementados. As  BPPS,  aqui  recomendadas,  consideram    as peculiaridades  de  sistemas  comerciais  de  produção  de  suínos  adotados  no  Brasil,  podendo também  contribuir  para  a  melhoria  dos  sistemas de  subsistência.    A  adoção  dessas  BPPS  deve obedecer    às  Legislações  Ambiental  e  Trabalhista  e  ao  Estatuto  da  Criança  e  do  Adolescente,  vigentes  no  Brasil,  bem  como  aos  princípios éticos  de  igualdade  de  salários  entre  trabalhadores  urbanos  e  rurais  quando  no  desempenho de  atividades  equivalentes. 2  Planejamento  da  atividade O  estabelecimento  de  uma  nova  atividade precisa,  necessariamente,  ser  precedido  de  um  planejamento  com  previsão  do  potencial  de  comercialização  do  produto  final,  das  disponibilidades  de insumos,  das  implicações  ambientais  do  projeto, dos  custos  de  implantação,  do  sistema  de  produção e  dos  pacotes  tecnológicos  escolhidos  e  das  metas de  produção  para  prever  a  viabilidade  do  retorno econômico  dos  investimentos.  Um  bom  planejamento  contribui  fortemente  para  garantir  a  sustentabilidade  da  atividade,  a  preservação  ambiental  e  o conforto  dos  animais,  além  de  facilitar  o  manejo. 2.1  Projeto  ambiental ·  Considerar  a  disponibilidade  dos  recursos  naturais  da  propriedade  e  da  bacia  hidrográfica,  planejando  o  monitoramento  ambiental  durante  o desenvolvimento  das  atividades; ·  Obter  do  órgão  competente  as  licenças  ambientais  pertinentes,  antes  de  iniciar  a  implantação  e operação  do  sistema  de  produção; ·  Respeitar  o  Código  Florestal  Federal,  a  Legislação  Ambiental  e  o  Código  Sanitário  do  Estado, especialmente,  quanto  às  distâncias  mínimas das  instalações  em  relação  à  estradas,  casas, divisas  de  terreno,  nascentes  de  água,  açudes, rios  e  córregos;  infra-estrutura  para  manejo  dos dejetos;  área  para  disposição  dos  resíduos  da produção;
 Planejamento da produçãoA organização do fluxo de produção de suí-nos na granja, depende do planejamento das insta-lações. A granja deve ser construída em salas porfase de criação, considerando o tamanho do reba-nho, o intervalo entre lotes de porcas que se preten-de trabalhar e o período de ocupação de cada sala(período em que os animais permanecem na sala,mais o vazio sanitário) principalmente nas fases dematernidade, creche e crescimento-terminação.Desta forma, será possível produzir animais emlotes com idades semelhantes na mesma sala eviabilizar a realização de vazio sanitário entre eles.A produção em lotes visa reduzir a pressão infec-tiva, o uso de medicamentos e a transmissão dedoenças entre os animais de diferentes idades, bemcomo, melhorar o desempenho dos animais, a ges-tão da granja e organizar a mão de obra. Os interva-los entre os lotes, mais utilizados em nossa suino-cultura são de 7, 14, 21 ou 28 dias. Para calcular onúmero de salas necessárias em cada fase deprodução e o número de lotes de matrizes no reba-nho para atender o fluxo de produção com o interva-lo entre os lotes desejado, podemos utilizar as Fór-mulas 1 e 2, respectivamente.Fórmula 1Cálculo do número de salas em cada fase de produção                                 Período de ocupação + vazio sanitárioNúmero de salas =                                              Intervalo entre os lotesFórmula 2Cálculo do número de lotes de porcas no rebanho                                              Intervalo entre partosNúmero de lotes =                                              Intervalo entre os lotesPara planejar a produção de uma granja, su-gere-se consultar o Comunicado Técnico EmbrapaSuínos e Aves N.º 325 (Mores & Amaral 2003).Para melhor eficiência do vazio sanitário, assalas devem ser independentes, tendo apenas umaporta de acesso e a circulação entre elas deve serrealizada através de corredor externo.Para atender a necessidade do número deporcas na semana de cobrição, seja qual for ointervalo entre os lotes utilizado, deve-se prevercom antecedência a inclusão de leitoas de repo-sição em cada lote de porcas desmamadas (cercade 15% de leitoas por lote para uma taxa dereposição anual de 40%).2.5 Estudo da viabilidade econômicaPara um novo investimento o produtor deveráestar atento aos seguintes aspectos relacionados aoestudo da viabilidade econômica:· Levantar com maior detalhamento possível asinformações que interferem no valor do investi-mento inicial, o que implica em dispor de umestudo técnico bem fundamentado;· Conhecer bem o planejamento da produção pa-ra verificar o tempo em que o projeto não gerareceitas e gera apenas despesas, o que corres-ponde à necessidade de capital giro;· Utilizar na avaliação econômica indicadores queconsiderem o custo de oportunidade do capital,ou seja, indicadores que permitam comparar arentabilidade do dinheiro investido no projetocom aquela possível de ser obtida no mercadofinanceiro (poupança ou fundos de renda fixa)ou com as taxas de juros de financiamentos to-mados;· Os indicadores mais adequados para isso sãoos Valores Presente Líquido (VPL) e a Taxa In-terna de Retorno (TIR);· O tempo de retorno do investimento conhecidocomo pay-back (calculado pela divisão do inves-timento inicial pelo lucro líquido anual) não é umindicador adequado por não levar em conta ocusto do capital e por se tratar de um indicadorde liquidez e não de rentabilidade;· Tomar decisões baseadas neste indicador podelevar ao comprometimento financeiro e a esco-lhas de investimento equivocadas;· É importante que o produtor conte com uma as-sessoria devidamente capacitada para fazeruma análise econômica consistente e estabele-cer o planejamento financeiro da atividade;· O custo desta assessoria pode se tornar aces-sível quando dividido entre diversos produtores,à medida que as associações de produtoresestejam engajadas na prestação de serviçosdesta natureza ou, através da contratação deconsultores com o pagamento baseado nosresultados do projeto.
Manejo  dos  machos ·  Fornecer  aos  machos  de  2  a  2,5  kg  de  ração  de crescimento  ou  ração  específica  de  reposição por  dia  dependendo  do  seu  estado  corporal,  até iniciarem  a  vida  reprodutiva.  Após  o  início  de vida  reprodutiva  fornecer  dieta  específica  para cachaços,  ou,  na  sua  falta,  dieta  de  gestação, ao  redor  de  2  kg/dia; ·  Passar  por  um  período  de  adaptação  de,  no mínimo,  4  semanas  antes  de  realizar  a  primeira monta; ·  Treinar  os  machos  entre  7  e  8  meses  de  idade, usando  uma  fêmea  que  já  teve  mais  de  um parto  (plurípara),  dócil,  com  reflexo  de  tolerância e  de  tamanho  semelhante  ao  do  macho; ·  Realizar  a  primeira  monta  com  o  peso  mínimo de  140  kg. A  freqüência  de  salto  semanal  deve  ser ajustada  de  acordo  com  a  idade  do  cachaço: ·  No máximo  duas  montas  por  semana  entre  7  e 11  meses  de  idade; ·  Até quatro  montas  por  semana  com  idade  acima 11  meses  de  idade; ·  Machos  doadores  de  sêmen  para  IA  são  manejados  com  1  a  2  saltos  por  semana  e  excepcionalmente  3  saltos  semanais,  enquanto  que  o ritmo  ideal  é  de  3  saltos  a  cada  2  semanas. 6.3  Manejo  das  leitoas ·  Fornecer  diariamente  às  leitoas  de  2,5  a  3,0  kg de  ração  de  crescimento  ou  ração  específica  de reprodução,  visando  a  redução  da  variabilidade de  peso  do  lote,  em  duas  refeições,  até  duas semanas  antes  da  cobrição.  Os  produtores  que não  formulam  essas  dietas  podem  substituí-las por  ração  de  lactação; ·  Não permitir  o  contato  direto  ou  indireto  das  leitoas  com  o  macho  antes  de  completar  5  meses de  idade; ·  Iniciar  o  estímulo  do  cio  após  5  meses  de  idade, utilizando  um  macho  com  bom  apetite  sexual, acima  de  10  meses  de  idade,  dócil  e  não  muito pesado  e  registrar  a  data  do  cio  em  ficha específica; ·  Fazer  o  rodízio  de  machos  para  o  estímulo  e  a detecção  do  cio; ·  Recomenda-se  trabalhar  com  grupos  pequenos de  leitoas  (entre  6  e  10  leitoas/baia),  o  que  facilita  o  manejo  e  permite  contato  eficiente  do  macho  com  cada  uma  das  leitoas  pré-púberes; ·  Estimular  o  cio,  colocando  o  macho  por  20  minutos  na  baia  das  leitoas  duas  vezes  ao  dia, com  um  mínimo  de  8  horas  de  intervalo,  cerca de  uma  hora  após  a  alimentação; ·  Não alojar  o  macho  utilizado  no  estímulo  do  cio em  local  que  permita  contato  constante  com  as leitoas; ·  Anotar  quando  o  cio  foi  detectado  na  ficha  correspondente,  para  prever  a  data  de  cobrição; ·  Duas  semanas  antes  da  data  provável  de  cobrição,  fornecer  às  leitoas  ração  de  lactação  à  vontade  para  estimular  a  ovulação  (técnica  conhecida  como  “flushing”).
Parto  e  lactação O  parto  e  a  lactação  são  as  fases  mais  críticas  da  produção  de  suínos.  Portanto,  todos  os  esforços  dedicados  nas  fases  anteriores  podem  ser perdidos  se  atenção  e  cuidado  especiais  não  forem dedicados  aos  recém-nascidos.  Por  melhor  que  seja o  ambiente  fornecido  aos  leitões  após  o  parto,  nunca  será  melhor  do  que  aquele  oferecido  pelo  útero da  mãe.  Na  maternidade,  portanto,  o  produtor  encontra  um  verdadeiro  desafio  para  garantir  bons resultados  na  sua  atividade.  A  seguir  são  descritos os  principais  pontos  de  manejo  que  devem  ser seguidos  nesta  fase  de  criação. ·  Manejar  as  salas  da  maternidade  segundo  o  sistema  “todos  dentro,  todos  fora”,  ou  seja,  entrada e  saída  de  lotes  fechados  de  porcas,  e  proporcionar  o  vazio  sanitário  considerando  o  planejamento  de  uso  das  instalações  da  granja; ·  Alojar  as  porcas  na  maternidade  cerca  de  sete dias  antes  da  data  prevista  do  parto  (considerar a  data  média  de  previsão  de  parto  do  lote); ·  As  salas  de  maternidade  devem  fornecer  dois ambientes  distintos:  para  as  porcas,  manter  as salas  com  temperatura  interna  o  mais  próximo possível  de  18ºC,  usando  como  referência  um termômetro  localizado  ao  centro  da  sala;  para os  leitões,  os  escamoteadores  com  a  temperatura  interna  próximo  de  34,0°C  na  primeira semana,  reduzindo-se  2,0°C  por  semana  até  o desmame,  a  qual  deve  ser  controlada  por  um termostato  instalado  no  interior  de  um  escamoteodor  em  cada  sala; ·  Certificar-se  de  que  todos  os  equipamentos  e produtos  necessários  para  o  parto  estejam  disponíveis  e  limpos; ·  Fornecer  ração  de  parto,  contendo  3,0  a  5,0  kg/ tonelada  de  sulfato  de  magnésio  (sal  amargo)  e um  antibiótico  de  largo  aspectro,  a  partir  do  alojamento  das  porcas  na  maternidade  até  cinco dias  após  o  parto; ·  Logo que iniciar  o  parto,  limpar  o  úbere  da  porca com  um  pano  umedecido  em  solução  desinfetante  à  base  de  iodo,  antes  de  colocar  os  leitões para  mamar,  como  medida  preventiva  para  diarréia  dos  leitões; ·  No dia do parto,  não  fornecer  ração  para  as  porcas,  deixando  apenas  água  disponível.  No  dia seguinte  ao  parto,  fornecer  cerca  de  2,0  kg  de ração  e  aumentar  gradativamente  até  o  terceiro. A  partir  daí  fornecer  ração  à  vontade; ·  As  fêmeas  que  não  se  alimentarem  no  dia  seguinte  ao  parto,  medir  a  temperatura  retal.  Se apresentar  temperatura  acima  de  39,8ºC  medicá-las  sob  orientação  do  veterinário  com  10  a 15  UI  de  ocitocina,  antibiótico  injetável  e  antitérmico.  E  quando  possível  fornecer  pasto  verde para  fêmea; ·  Normalmente  não  se  deve  interferir  no  parto,  a não  ser  quando  a  fêmea  não  conseguir  expulsar os  leitões.  Nesse  caso,  deve-se  introduzir  no  canal  vaginal  uma  mão  enluvada  para  exploração, e  caso  necessário  retirar  os  leitões.  Na  hipótese de  não  ter  leitão  no  canal  e  a  porca  não  apresentar  contração  uterina,  aplicar  de  10  a  15  UI de  ocitocina;

Raça Angus.

O Angus foi premiado pela National Livestock, que analisou a raça entre outras 47 espécies bovinas. O animal teve a pontuação mais alta também nos quesitos peso ao nascer, pequena mortalidade de bezerros e uso em cruzamento.
O grande sucesso da qualidade da carne Angus é conhecido tanto no mercado interno, quanto no mercado externo. A raça apresenta de 3 a 6 milímetros de gordura e sua carne é marmorizada, ou seja, a gordura está inserida entre as fibras da carne, conferindo maciez e sabor.
O animal é uma ótima opção na pecuária, pois as características dele permitem um resultado positivo como gado de corte, porque proporciona um alto número de bezerros nascidos e uma alta quantidade de quilos por hectare.
A raça, que é dividida em Aberdeen Angus e Red Angus, nasceu no nordeste da Escócia há cerca de 200 anos. Atualmente, a espécie é criada em quase todo o mundo, com destaque para Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia.
A rusticidade é outro ponto positivo do animal, pois o mesmo se adapta facilmente a diferentes territórios, sejam eles com temperaturas extremas, solos secos ou alagadiços, campos altos ou abrigados e pastagens ricas ou pobres. Essa adaptação é importante na hora de produzir os bezerros, uma vez que as fêmeas Angus conseguem amamentar adequadamente em qualquer ambiente.
A precocidade da raça também é importante para atender o mercado moderno, que pede por animais jovens com alta camada de gordura. Os novilhos novos são fundamentais na pecuária de retorno rápido, devido ao estado de abate antecipado.
A espécie é criada no Brasil há mais de cem anos, contribuindo para uma produção de carne ainda mais qualificada.

Prejuízo na fazenda .

Visitando mais uma Fazenda vimos a falta de estrutura ,baixa sanidade onde a economia se torna prejuízo .O convívio e o  stress muitas vezes faz com que  os animais sofram e com falta de cuidados, problemas zotecnico ,baixa instrutura ,pouco zelo ,mas um dia vejo  um animal sofrer .
Nos dá Agrovitta Avaliamos a estrutura da fazenda e fechamos o tratamento de um ano onde o cliente vai diminuir o manejo e a mão de obra e suplementar  o seu rebanho diminuindo o risco de doenças . Assim podendo cuidar melhor do seu rebanho .

TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: AS 10 RACAS DE EQUINOS MAIS FALADAS NO BRASIL

TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: AS 10 RACAS DE EQUINOS MAIS FALADAS NO BRASIL:                                          Anglo Árabe Trata-se de um cavalo com características que podem enganar até um perito, à...

AS 10 RACAS DE EQUINOS MAIS FALADAS NO BRASIL

                                         Anglo Árabe

Trata-se de um cavalo com características que
podem enganar até um perito, à primeira vista.
O Puro - Sangue Inglês, que descende do Árabe,
ainda apresenta indivíduos com características
marcantes do cavalo Árabe.
Como o Anglo- Árabe é produto da reintrodução
do sangue Árabe no PSI, pode haver dúvidas se
determinado animal seria um Anglo- Árabe de
porte elevado, ou um Puro - Sangue Inglês apresentando fortes características de sua
origem Árabe.
Carga genética: A cruza de um animal Árabe com um Puro - Sangue Inglês resulta em
um produto que obterá registro como um Puro - Sangue Anglo - Árabe. Contudo, não é
só o produto com 50% de cada raça que obtém registro: nos vários países onde criam
estes animais, admite-se nova cruza com uma das duas raças tendo o produto 75% de
carga genética de uma raça e 25% da outra. Em alguns países é permitida mais uma
cruza, reduzindo a 12,5% a carga de uma das raças.
Histórico: Criadores europeus, sobretudo ingleses, franceses e poloneses, decidiram
dar nova infusão de sangue Árabe no PSI para torná-lo mais resistente para esportes
amadores, como o salto, além de reduzir o temperamento nervoso do PSI . Note-se que
a nova infusão de sangue Árabe visa somente a animais com maior resistência, pois em
termos de velocidade, para o turfe, o produto perde em rendimento.
Função: O esporte amador, em geral, reunindo o porte e a energia do PSI à resistência
e docilidade do Árabe
.Altura: de 1,5 a 1,65m se utilizados reprodutores de porte ideal.
Pelagem: Alazã ou castanha, passível de tornar-se tordilha se pelo menos um dos
genitores o forem.

                                         Árabe


O cavalo da raça Árabe é rapidamente
identificado pela cabeça delicada, com
seu perfil côncavo, olhos expressivos,
orelhas pequenas e focinho curto.
Igualmente, outra característica
marcante é formado do pescoço e o seu
porte: sinuoso e arqueado, chamado de
cisne, e o cavalo o torna mais
expressivo, elevando a cabeça.
Finalmente, sua garupa é praticamente reta e o rabo, com inserção alta, é levantado
pelo animal, como que desfraldando a cauda.
Carga Genética: Trata-se da raça básica que deu carga genética às demais cultivadas
na atualidade.
Quando o cavalo evoluiu, através de milhões de anos, desde a Pré- História, partiu da
Ásia Central uma linhagem de animais delicados e exuberantes, denominados por
muitos pesquisadores como o Cavalo Ágil. Esta linhagem desceu para os desertos da
península arábica e, posteriormente, pelo Egito, chegou aos desertos do Norte da
África.
As invasões muçulmanas e os animais
capturados por Europeus em combate
com os árabes, difundiram a raça por
toda a parte.
A criação teve seu auge nos sultanatos
turcos, depois decaiu com o fim do
Império turco, para ressurgir graças
ao interesse de criadores europeus.
Trata-se de um grande raçador , dando
nobreza aos produtos resultantes de
sua cruza com eqüinos de raças mais
rudes; nos esportes, sua fantástica
resistência é quase insuperável.
O Cavalo Árabe tem uma cabeça pequena e côncava, percoço arqueado, linha de
garupa horizontal e cauda levantada de inserção alta.
Altura: de 1,42 a 1,51m, embora os puristas não aceitem mais de 1,45m como ideal.
Pelagem: Castanha ou alazã, passível de tornar-se tordilha se pelo menos um dos
genitores o for.
LENDA DO CAVALO ÁRABE: Alá disse ao Vento Sul: "Transforma-te em carne sólida, pois
de ti farei uma nova criatura, para a honra do Meu Sagrado Senhor e a desonra dos Meus inimigos, e
para ser um criado daqueles que estão sujeitos a Mim". E o vento Sul respondeu: "Senhor, assim se
faça por Vós". Então Alá tomou um punhado do Vento Sul e o assoprou, criando o cavalo e dizendo:
"Teu nome será Árabe, e a virtude estará no pêlo de teu topete e a pilhagem estará em teu dorso.
Tenho preferido a ti entre as bestas de carga, pois fiz de teu patrão teu amigo. Dei-te o poder de voar
sem as asas, Lenda seja numa investida violenta como numa retirada. Colocarei homens em teu dorso,
cuja honra e louvor sejam a Mim dirigidos e que cantem Aleluia em Meu nome".
PADRÃO DA RAÇA: (ABCCA)
Muitas das atuais características do cavalo árabe resultam de sua adaptação ao
deserto. São, com certeza, aspectos de sua conformação primitiva que foram
privilegiados, selecionados e desenvolvidos com grande sabedoria pelos beduínos. Isso
foi realizado com tal maestria através de conceitos e ensinamentos passados de
geração para geração durante milênios, que nenhum hipólogo ou compêndio sobre
eqüinos se recusa ou mesmo titubeia em afirmar que o Puro Sangue Árabe é o mais
perfeito animal e o verdadeiro protótipo do cavalo de sela.
Os olhos - Os olhos do cavalo árabe são típicos de muitas espécimes de animais do
deserto. Grandes e salientes, eles são responsáveis por prover o animal de uma
excelente visão, a qual alertava os primitivos cavalos Árabes dos ataques de seus
predadores.
Narinas - As narinas do cavalo Árabe que se dilatam quando ele corre ou está
excitado, proporcionam uma grande captação de ar. Normalmente as narinas se
encontram semi-cerradas reduzindo a poeira proveniente da respiração nos climas
mais secos como no deserto.
Maxilares - O tamanho e a grande separação entre os maxilares ou ganachas no
cavalo Árabe proporcionam um bom espaço para a passagem de sua desenvolvida
traquéia - provavelmente esse é um outro fator de adaptação para aumentar a captação
de ar.
Carregamento de cabeça - O carregamento natural de cabeça do cavalo Árabe é muito
mais alto do que qualquer outra raça, especialmente ao galope. O alto carregamento
da cabeça facilita a passagem do ar, abrindo as flexíveis narinas e alongando a
traquéia. É comprovado que os cavalos Árabes possuem maior número de células
vermelhas que as outras raças, o que pode indicar que o cavalo Árabe usa o oxigênio
mais eficientemente.
Pele - A pele negra por debaixo dos pêlos do cavalo Árabe é visível devido à delicadeza
ou ausência de pêlos em torno dos olhos e focinho. Essa pele escura em torno dos olhos
reduz o reflexo da luz do sol e também protege contra queimaduras. A fina pele do
cavalo Árabe proporciona a rápida evaporação do suor resfriando o cavalo mais
rapidamente.
Irrigação Sanguínea - As veias que se tornam visíveis por saltarem à flor da pele
quando o cavalo Árabe enfrenta um grande esforço físico, em contato com o ar,
resfriam rapidamente a circulação sanguínea, proporcionando maior conforto em
longas jornadas.
Crina - Os pêlos da crina são normalmente finos e longos, protegendo a cabeça e o
pescoço da ação direta do sol. O longo topete na testa também protege os olhos do
reflexo e da poeira.
Focinho - O pequeno e cônico focinho também deve ser creditado de sua herança do
deserto. A escassez de alimentos deve ter reduzido o focinho para o admirado tamanho
e formato de hoje. Os finos e ágeis lábios provavelmente são resultados dos ralos
pastos do deserto. Os cavalos dos beduínos pastoreavam apenas esporadicamente
comendo poucos chumaços de grama aqui e ali, enquanto seguiam em suas longas
jornadas. Lábios ágeis podem rapidamente se prover de pequenas porções de ralas
gramas e ervas.
Estrutura Óssea - É fato que muitos cavalo Árabes possuem apenas cinco vértebras
lombares, diferentes das seis comuns em outras raças. Essa vértebra a menos explica o
pequeno lombo e a resultante habilidade em carregar grandes pesos
proporcionalmente ao seu tamanho. No entanto, modernas autoridades do cavalo
Árabe, como Gladys Brown Edwards, afirmam que não são todos que possuem cinco
vértebras, muitos possuem o padrão de seis vértebras. Até hoje não é sabido qual
número mais comum de vértebras no cavalo Árabe e não há evidência de que o Árabe
que possui cinco seja mais puro ou mais desejável do que o que possui seis.
Carregamento da Cauda - O alto e natural carregamento da cauda é resultado da
singular estrutura óssea do cavalo Árabe. A primeira vértebra da cauda, que se liga à
parte interna da garupa é levemente inclinada para cima, ao contrário de outras raças
que se inclina para baixo.
A cabeça - A distinta beleza do cavalo Árabe é uma das principais marcas do tipo da
raça. O clássico perfil é marcado por duas características: jibbah e afnas, muito
admiradas pelos beduínos.
Jibbah - é a protuberância acima dos olhos. Nem todos os cavalo Árabes maduros
possuem, mas ele é óbvio nos potros. O Jibbah aumenta o tamanho da cavidade nasal
proporcionando maior capacidade respiratória.
Afnas - O afnas é a chamada "cabeça chanfrada". O chanfro é a depressão no osso
frontal da cabeça entre os olhos e o focinho, ele apresenta uma curva côncava no perfil
da cabeça. Embora o Afnas fosse admirado pelos beduínos como um aspecto de beleza,
nem todos os seus cavalos possuíam o chanfro pronunciado, da mesma forma que hoje
nem todos os modernos cavalos Árabes possuem esse perfil. Mas uma cabeça é
considerada boa e típica quando possui:olhos grandes, salientes, bem separados e
situados logo abaixo da testa;testa larga;narinas grandes e flexíveis;cabeça
descarnada e seca;a expressão geral é alerta, inteligente e vivaz.Os chamados "olhos
humanos" ou "branco nos olhos" no qual é visível a esclerótica branca em torno da íris
é um ponto polêmico na criação do cavalo Árabe. Margaret Greeley em seu livro
"Arabian Exudus" cita Wilfrid Blunt afirmado que o branco nos olhos não era um sinal
de mau temperamento, pelo contrário, era uma característica desejada pelos beduínos.
Muitos juízes e criadores modernos, no entanto, desgostam e penalizam os cavalos que
possuem essa característica a despeito do fato dela aparecer em certas antigas e
valiosas linhagens.

                                       Appaloosa


O gene que faz o cavalo malhado é tão antigo
quanto o próprio eqüídeo mas, o crédito pela
criação de uma raça distintiva de pelagem
mosqueada cabe modernamente aos índios Nez
Percé da América do Norte, que vivem no
noroeste Nez Percé da AMérica do Norte, que
viviam no noroeste do atual estado do Oregon.
Suas terras incluíam o vale do rio Palouse (ou
Palousy), e foi o rio que deu nome aos cavalos.
Geneticamente, os animais tinham sangue Árabe, Berbere e a fusão destes com os
autóctones, ibéricos, o Andaluz. Os animais que traziam na sua carga genética esta
peculiaridade de pelagem, provavelmente eram descendentes de Árabes de origem
persa.
Todos os eqüinos das Américas descendem dos cavalos reintroduzidos pelos
conquistadores ibéricos. Os indígenas norte- americanos capturaram eqüinos trazidos
pelos exércitos espanhóis que invadiram o México.
A raça desenvolveu-se no século XVIII, com base nos cavalos trazidos pelos espanhóis.
Nesse lote havia exemplares de pelagem salpicada descendentes remotos de cavalos da
África Central. Os Nez Percé, que eram grandes criadores de cavalos, praticavam
rigorosas políticas seletivas. Finalmente obtiveram um cavalo capacitado para
qualquer trabalho, de aspecto inconfundível, além de essencialmente prático.
Em 1877, a tribo e a manada quase foram exterminadas quando o governo da União
ocupou as reservas. Todavia, em 1938, com a fundação do Appaloosa Horse Club, em
Moscow, Idaho, a raça começou a renascer das cinzas. Seu registro é hoje o terceiro
mais numeroso do mundo.
No Brasil, a raça foi introduzida pelo criador Carlos Raul Consoni, na década de 70,
em São Paulo.
Um Appaloosa é identificado, de imediato, pelas pintas que apresenta na sua pelagem,
usualmente concentradas numa região do corpo, como a garupa, mas pode apresentarse
com pintas em todo o corpo.
Em termos de estrutura, é semelhante ao Quarto de Milha de lida, ou seja, um animal
mais troncudo do que longilíneo, apresentando sólida ossatura. Os olhos possuem
esclerótica branca em torno da íris; a cabeça de desenho refinado, com caráter
distintivo; a pele do nariz conspicuamente mosqueada; possui lineamente compacto,
com quarto robusto, resultado da introdução de sangue quarto de milha; os membros
são adequados, um pré-requisito de qualidade e os cascos são duros, em geral com
listras verticais. Altura: de 1,42 a 1,52m.
O Appaloosa moderno é reprodutor, mas também animal de competição (corrida e
salto), notável pela resistência, vigor e boa índole.
Praticamente qualquer fundo básico sobre o qual se apresentem as pintas, que podem
ser claras ou escuras, para contrastar. Há cinco pelagens oficiais de Apaloosa: blanket
(cobertor), marble (mármore), leopard (leopardo), snowflake (floco de neve) e frost
(geada). O Appaloosa é dócil, ágil e vigoroso, um excelente animal de lida, além de ser
cultivado por simples motivos estéticos.

                                         Argentino


Função: Animal altamente competitivo para os
esportes amadores.
Altura: Quando atingem de 1,60 a 1,70m são
destinados ao salto ou ao adestramento;
quando menores que 1,50m são destinados ao
pólo.
Pelagem: Alazã, castanha e tordilha.
Animal harmonioso que se confundiria com o
Anglo Árabe se não fosse a chanfro convexo em
vez de reto ou até mesmo côncavo do Anglo- Árabe. Possui porte altivo como um Puro-
Sangue Inglês, embora os indivíduos de conformação ideal sejam mais curtos de dorso
e anca, possuam braços mais verticais e quartelas mais curtas que o PSI.
Originalmente denominado de Anglo- Argentino, este cavalo excepcional para a
prática de esportes amadores resultou da cruza do puro- Sangue Inglês com o Crioulo;
portanto, tem sangue Árabe e Berbere, basicamente, as raças formadoras do PSI e do
Andaluz, este sendo o gerador do Crioulo na América do Sul.
As pastagens Argentinas são mundialmente famosas por sua excelência para a
equinocultura . Além da criação de excepcionais Crioulos, usados precipuamentes na
lida, os argentinos desenvolveram uma raça voltada para o esporte, através da cruza
com o PSI.
Do cavalo de corrida obtiveram o porte e a vivacidade; do crioulo colheram a
resistência e os úmeros mais verticais e quertelas mais curtas, que fazem o animal
perder em velocidade mas ganhar em termos de resistência, sobretudo, nos saltos.
Em 1983, a raça foi oficialmente redenominada de Sela - Argentina, tanto por motivos
políticos resultantes do conflito com a Inglaterra sobre a posse das ilhas Malvinas
quanto para evitar incongruências quando da utilização de linguagens germânicas,
como as Trakehner, Hanoveriana etc., em novas cruzas na atualidade.

                                       Campolina


Trata-se de um animal de grande
estatura e marchador. Possui as
características básicas do Marchador
Mangalarga, do qual foi evoluído, mas
em porte mais imponente. A cabeça é
forte e muitas vezes o chanfro é
acarneirado, mais próximo ao perfil do
Crioulo do que propriamente do
Mangalarga, os anteriores são mais
imponentes que os quartos posteriores,
sendo os ombros fortes e inclinados e a cavidade toráxica ampla e profunda, canas
curtas e de bons ossos, mas, proporcionalmente, a garupa é estreita.
A base da raça, o Marchador e, ainda, o Crioulo (que era levado do Rio Grande do Sul
para Minas Gerais) é, proveniente dos animais trazidos da Península Ibérica, portanto,
Berbere e Árabe.
O Criador Cassiano A. da Silva Campolina ganhou uma égua, Medéia, da raça
Marchador Mangalarga, que havia sido cruzada com um garanhão Andaluz, de
Antônio Cruz, que pretendia obter um produto mais robusto. Nasceu um potro,
Monarca, do qual se desenvolveu a raça, recebendo infusões de sangue Anglo -
Normando (do Garanhão Menelicke e, posteriormente, de PSI.)
Originalmente, o Campolina foi utilizado para a tração de tróleis e carruagens.
Atualmente, é um excelente animal para o lazer, reunindo o conforto da marcha ao
porte robusto para passeios rurais.
Altura: Se provir de boa criação, atinge 1,65m. Pelagem: Além das básicas, alazã e
castanha, há a báia, de cor amarelada, crinas e membros negros e , às vezes, zebruras
listras, raia da cernelha à garupa, etc.
                                           Crioulo


Trata-se de um animal harmonioso nativo
da República Argentina, o crioulo pode
ser encontrado, sob formas ligeiramente
difrentes e uma grande variedade de
nomes. Com o chanfro acarneirado,
herança esta de sua ascendência ibérica,
não possui a desproporção que se
observa no Andaluz e na maioria dos
Mangalargas entre os quartos traseiros
Descendente dos animais ibéricos, a
garupa genética é a do Berbere e a do
Árabe. O cavalo desapareceu dos
territórios americanos na Pré Historia, sendo reintroduzido somente na colonização
ibérica. Os espanhóis, a partir da América Central, levaram o cavalo para o Norte, ao
México, e para o Sul , até o Peru. Do México, o cavalo espalhou-se pelo que hoje
constituiu os Estados Unidos, e, do Peru, o cavalo seguiu para o sul, numa rota
paralela à costa do Oceano Pacífico, via Chile, até invadir a Argentina e o Rio grande
do Sul, onde o cultivamos, originalmente, no Brasil. Atualmente, a raça está sendo bem
difundida em todo território nacional.
Pelagem: Praticamente qualquer uma, predominante o baio gateado ( com estrias
escuras nos joelhos e jarretes). A pelagem dominante no Brasil, a gateada, que é um
báio com fio do lombo e às vezes zebruras. Além dela encontram-se a moura, a rosilha,
a alazã, a zaina, a tordilha, sendo ainda freqüente no Brasil as pelagens malhadas:
oveira e tobiana, indesejáveis.
Função: Trata-se de excepcional cavalo de lida, potente, dócil e resistente, com incrível
capacidade de trabalho e subsistência sob condições. Nos dias atuais, está sendo
descoberto pelos praticantes do hipismo rural, com crescente sucesso esportivo. É
educado num galope especial, curto, porém continuado, que permite fazer muitos
quilômetros por dia. Seu andamento natural é o trote e o passo, num caminhar baixo,
de acordo com os terrenos planos do sul.
PADRÃO DA RAÇA:
1 – CABEÇA:
PERFIL: Sub-Convexo; Retilíneo; Sub-Côncavo
COMPRIMENTO: Curta
GANACHA: Delineada; Forte e moderadamente afastada
LARGURA: Fronte – larga e bem desenvolvida
Chanfro – Largo e curto
ORELHAS: Afastadas; Curtas; Bem inseridas; Com mobilidade
OLHOS: Proeminência; Vivacidade
2 – PESCOÇO:
INSERÇÕES: Cabeça – Limpa e resistente;Tórax – Rigorosamente apoiada no peito
BORDO SUPERIOR: Sub-Convexo; Crinas grossas e abundantes
BORDO INFERIOR: Retilíneo
LARGURA: Amplo; Forte; Musculoso
COMPRIMENTO: Mediano
3 – LINHA SUPERIOR:
CERNELHA: Destaque moderado; Musculosa
DORSO: Mediano; Musculoso; Bem unido a cernelha e ao lombo
LOMBO: Musculoso; Unindo suavemente o dorso e a garupa
GARUPA: Moderadamente larga e comprida; Levemente inclinada proporcionando
boa descida muscular para os posteriores
COLA: Com a inserção dando uma perfeita continuidade à linha superior da garupa.
Sabugo curto e grosso, com crinas grossas e abundantes.
4 – TÓRAX, VENTRE E FLANCO:
PEITO: Amplo; Largo; Profundo; Encontros bem separados e musculosos
PALETAS: Inclinação mediana; Comprimento mediano; Musculosas, caracterizando
encontros bem separados
COSTELAS: Arqueadas e profundas
VENTRE: Sub –Convexo, com razoável volume; Perfeitamente unido ao tórax e flanco
FLANCO: Curto; Cheio; Unindo harmonicamente o ventre ao posterior
5 – MEMBROS ANTERIORES E POSTERIORES:
BRAÇOS E COTOVELOS: Musculosos; Braços inclinados; Com cotovelos afastados
do tórax
ANTEBRAÇOS: Musculosos; Aprumados; Afinando-se até o joelho
JOELHOS: Fortes, nítidos, no eixo
CANELAS: Curtas, com tendões fortes e definidos; Aprumadas
BOLETOS: Secos, arredondados, fortes e nítidos; Machinhos na parte posterior
QUARTELAS: De comprimento médio; Fortes, espessas, nítidas e medianamente
inclinadas
CASCOS: De volume proporcional ao corpo, duros, densos, sólidos, aprumados e
medianamente inclinados. De preferência, pretos
QUARTOS: Musculosos, com nádegas profundas. Pernas moderadamente amplas e,
musculosas interna e externamente
GARRÕES: Amplos, fortes, secos. Paralelos ao plano mediano do corpo, com ângulo
anterior medianamente aberto
                                 Alçada Tórax Canela
                   Min. Máx. (perímetro) Min.* (perímetro) Min.*
MACHOS     1,40           1,50                1,68                0,18
FÊMEAS      1,38           1,50                1,70                0,175
CASTRADO 1,38          1,50                1,68                0,18
                                         
                                            Einsieder

Esta raça é a versão suíça do cavalo Anglo Normando. É um animal de esporte,
garboso como um Puro Sangue Inglês, mas
possuindo as características mais adequadas
ao salto, como o conjunto dorso/ anca mais
curto, canas curtas e fortes, cuvilhões mais
baixos, quartelas mais curtas, garupas
fortes, etc.
Basicamente a do Anglo Normando, e ainda
do Hackney, introduzida modernamente. A
cultura de uma raça para esportes, na Suíça,
curiosamente é devida aos monges
Beneditinos! A tradução do nome da raça é "eremita". O primeiro registro da criação
data de 1064, obviamente a partir de animais meramente nórdicos, pois nem sequer
existia a Inglaterra como nação! Contudo, os suíços foram introduzindo o Anglo-
Normando à medida que esta raça foi sendo desenvolvida na França e, posteriormente,
houve a importância do Hackney, diretamente da Inglaterra.
Função: Cavalo desenvolvido para esportes, sendo excelente saltador ou animal de
adestramento. Contudo, muitos o utilizam como trenós no inverno ou praticar o
perigoso esqui na neve. Quando um indivíduo atinge grande estatura, há quem até
mesmo o empregue na tração agrícola em Zonas rurais.
Altura: Em média, 1,62m, mas pode atingir 1,70m.
Pelagem: Qualquer uma é possível, mas a grande incidência é a de pelagens claras,
como a alazã ou baia, na qual somente as crinas e membros inferiores são escuros.
Possivelmente, através dos tempos, houve a eliminação propositada do gens tordilho,
mas as demais pelagens teriam sido clareadas pela natureza nórdica.

                            Mangalarga Marchador

A raça passou a ser cultivada a partir da crianção
do barão de Alfenas, cruzando um garanhão Alter
Real, presente de D. Pedro II, com o rebanho
mineiro dos Junqueira, de origem também ibérica.
Seu nome deve-se ao seu andamento, ou mais
provavelmente ao nome de uma fazenda no Estado
do Rio de Janeiro, onde esses animais, por volte de
1845, passaram a ser conhecidos e cobiçados por
todos os homens de posse da então capital do
Império. É a mais antiga raça zootecnicamente
formada na América Latina.
Tendo a Associação de Criadores de Mangalarga de São Paulo estabelecido
preferência para o andamento denominado "marcha trotada" em contraposição à
preferência dos criadores mineiros para a marcha picada, resolveram estes últimos
organizar sua própria Associação, com livros separados de registro, a partir de 1950,
de acordo com o padrão seguinte, modificado em 1951.
Descrição
Peso de 350 a 400 quilos no macho (menor do que o Paulista).
Estatura de 150cm no garanhão, com uma média de 151 e um mínimo de 146cm. Na
fêmea 144cm, com um mínimo de 138cm.
Perímetro torácico de 175cm no macho e 173cm na fêmea.
Pelagens - As dominantes são a castanha e a tordilha . São também freqüentes a báia e
alazã, ocorrendo em menor proporção a negra, a branca, a rosilha, a lobuna e a
pampa.
Cabeça de tamanho médio e harmoniosa, com fronte larga e plana, de perfil retilíneo,
tolerando-se o subcôncavo, ganachas delicadas e afastadas . Os olhos devem ser
afastados, grandes, vivos, e de pálpebras finas. As orelhas são de tamanho médio, bem
implantadas, atesouradas e móveis. A boca ser medianamente rasgada, com lábios
finos, iguais, móveis e firmes. As narinas devem ser abertas e flexíveis.
Pescoço leve, de comprimento médio, com crina rala e sedosa, harmoniosamente
ligado à cabeça e de inserção bem definida. Deve ser piramidal e bem posto, tolerandose
o ligeiramente rodado.
Corpo de porte médio, um pouco musculoso, entretanto prefere-se que seja de
aparência leve e de musculatura bem proporcionada. A cernelha, deve ser comprida,
alta, musculosa e bem definida. O tórax profundo e amplo com costelas longas e
arqueadas, o dorso e lombo curtos e direitos. Os flancos cheios e arredondados. A
garupa longa, musculosa e bem ligada ao lombo e tão horizontal quanto possível. A
cauda bem implantada, de inserção não alta, de sabugo curto e firme, ligeiramente
curvada para cima na ponta, quando o animal se movimenta, com crina rala e sedosa.
Órgãos genitais perfeitos.
Membros fortes, com articulações salientes, firmes e bem aprumados. A espádua é
musculosa; sem excesso e oblíqua. O braço curto e musculoso, o antebraço longo e
musculoso, os joelhos direitos, largos e chatos, as coxas cheias, as pemas longas, fortes
e bem aprumadas; os jarretes secos e aprumados; as canelas curtas, secas, limpas, com
tendões fortes e bem delineados; os boletos devem ser largos e bem definidos; as
quartelas médias, oblíquas e fortes e os cascos, arredondados, lisos, escuros, com a
sola côncava e a ranilha elástica.
                                        Paint Horse


Altura - média de 1,50m.
Porte - Médio
Altura - média de 1,50m. Porte - Médio
Andamento - Trote Aptidões - Um dos
cavalos mais versáteis. Ultilizado nas
corridas planas, salto, prova de rédeas,
tambores, etc.
Aptidões - Um dos cavalos mais versáteis.
Utilizado nas corridas planas, salto,
prova de rédeas, tambores, etc.
Influência: Espanhol. Atributos físicos, bem como os diversos tipos de coloração.
Origem: Século XVI. Descende dos cavalos espanhóis trazidos para a América no
século XVI. Até os séculos XVIII e XIX, uma linhagem de cavalos mosqueados,
derivados de sangue espanhol, ainda existia na Europa. O nome "pinto"vem do
espanhol "pintado", que se tornou, para os cowboys americanos, "paint". Cavalos com
mais de uma cor ou mosqueados eram também chamados de "calicos".
Temperamento: Inteligente e disposto.
Pelagem: São dois os tipos de coloração: overo e tobiano. Overo E a pelagem com a
cor básica acompanhada de grandes manchas brancas oirregulares: tobiano é a
pelagem de fundo branca, com
grandes irregulares de cor.
Característica: É difícil dar
ao Paint Horse status de raça
no sentido tradicional da
palavra, devido à falta de
consistência no tipo e no
tamanho.
História Da Raça
Em 1519 o explorador espanhol Hernando Cortes velejou ao continente Norte
Americano para achar a fama e fortuna. Junto com a companhia, ele trouxe cavalos
para ajudar seus homens a viajar por um mundo novo à procura de riquezas. De
acordo com o historiador espanhol Diaz del Castillo que viajou com a expedição, um
dos 16 cavalos de guerra que levaram Cortes e seus homens era um cavalo marromavermelhado
e branco com manchas em sua barriga. Esses cavalos cruzaram com os
cavalos nativos americanos "os Mustangs" e criou-se, o que hoje é chamado, "Paint
Horse".
No início de 1800, as planícies
ocidentais foram povoadas
generosamente por rebanhos de cavalos
selvagens, e nesses rebanhos incluíam o
cavalo manchado. Por causa da cor e
desempenho, os cavalos manchados se
tornaram favoritos dos índios
Americanos. A evidência deste
favoritismo é exibida por desenhos de
cavalos manchados achados nas
pinturas de búfalos que servem como registros para o Comanches.
Ao longo de 1800 até 1900, estes cavalos manchados foram chamados por uma
variedade de nomes: pinto, paint, skewbald, piebald. Em 1950, o primeiro grupo
dedicado a preservação do cavalo manchado foi organizada e criou-se em 1962 a "The
Pinto Horse Association". Um segundo grupo de entusiastas de cavalo manchados
organizou uma Associação, mas este grupo foi dedicado registrar reprodutores com
sangue de points, quarter horses e thoroughbreds, criando-se"American Paint Stock
Horse Association (APSHA)."

                                Quarto de Milha

Nome em inglês: Quarter Horse
Origem: Séculos XVIII - XIX - Estados Unidos
Temperamento: Linfático (warnblood)
Pelagem: As básicas.
Uso: Sela, lida, corridas e hipismo rural
Influências: Produto de cruza do Mustang
com o PSI, descende do Andaluz também, ou
seja, possui sangue Berbere e Árabe em todas
as suas origens.
Altura: entre 1,50 e 1,60 m
O quarto de milha é o primeiro de todos os cavalos americanos de raça,
é tido como "o mais popular do mundo". Mais de três milhões estão
registrados na American Quarter Horse Association, fundada em Fort
Worth em 1941.
Usualmente é harmoniosoamente troncudo, emsmo quando
especializado em corridas. A cabeçaé ampla com orelhas pequenas e
focinho estreito, após ganachas bastante largas. Não é recomendável
que tenha a cernelha proeminente. Sua grande característica é a
potência dos quartos traseiros, como glúteos fortemente desenvolvidos
sobre a garupa. Esta raça foi desenvolvida pelos norte-americanos
para a lida nos tempos da colonização e que se tornou excelente carreirista para
distâncias curtas além da inteligência e destreza para
provas funcionais.
A origem do seu nome - Quarto de Milha - vem do fato
dos vaqueiros, no término do seu trabalho, iam divertirse
sempre nas pequenas cidades e organizavam corridas
de cavalo pelas ruas principais, que, naquele tempo,
tinham em média dois quarteirões, isto é, uns 400 m de
comprimento... Na realidade, a musculatura do animal é
própria para uma violenta explosão de velocidade, mas
por pouca duração,sendo adequada ou para as corridas curtas ou para a agilidade e

equilíbrio demonstrados em provas de balizas e tambores.

Como cultivar milho hidropônico para alimentação animal.

No cultivo do milho hidropônico, para alimentação animal, é usado um material vegetal seco como substrato. A  hidroponia  é usada par...