CUIDADOS COM A MASTITE

Mastite


A mastite ou infecção do úbere é um problema comum nas explorações leiteiras. A mastite pode ser crónica ou aguda. Sintomas da mastite aguda são: leite de consistência anormal com grumos, de cor diferente, aguado e com um mau cheiro. A área infectada do úbere fica dolorosa, dura e, às vezes, inchada e avermelhada. A ordenha da vaca infectada é difícil e a sua produção leiteira fica diminuída. A infecção ocorre, na maioria das vezes, mesmo após a ordenha quando a teta ainda está aberta de modo que as bactérias podem entrar facilmente.

Figura 12: Para descobrir precocemente um caso de mastite crónica será útil empregar uma caneca de fundo preto para teste de mastite, no qual se recolhe o primeiro leite. Ao ordenhar uma vaca que sofre de mastite crónica, os primeiros jorros de leite são aguados e contêm grumos miúdos.

Tentar prevenir a mastite através das seguintes medidas:
 Manter a higiene do ordenhador , do edifício, do equipamento e do gado é sempre muito importante.
 Os ordenhadores devem usar vestuário limpo, lavar as mãos e manter as unhas aparadas.
Manter os úberes tão limpos quanto for possível tosquiando-os e
fornecendo uma cama limpa no estábulo do gado.
Se o úbere não estiver muito sujo, utilizar mesmo um pano seco
para remover qualquer sujidade solta.
Se for necessário empregar água para a limpeza do úbere, acrescentar um desinfetante ligeiro, mudar frequentemente a água e os vestuários
e secar bem os úberes, preferivelmente com toalhas de papel.
Após a ordenha, desinfetar as tetas através dum mergulho ou com
um spray.
Alimentar as vacas depois da ordenha de modo que não se deitem
durante a primeira hora após serem mungidas.
Nas explorações agropecuárias que se vêem enfrentadas com graves problemas de mastite pode-se aplicar um antibiótico com efeitos duradouros para tratar todos os quartos durante o período de secagem do gado.
Se uma vaca tiver mastite, deve-se:
Ordenhar e aplicar massagens na parte infectada tanto quanto possível, por exemplo cada duas horas. Também será útil lavar o úbere alternadamente com água quente e água fria e aplicar massagens
com uma pomada.
Consultar um funcionário veterinário e aplicar antibióticos na área
infectada. O leite das vacas tratadas não deve ser consumido!
Ordenhar os animais infectados como últimos e enterrar o leite infectado.
Limpar, meticulosamente, as mãos depois de ordenhar o quarto
infectado do úbere.
Levar a cabo uma inspeção meticulosa das demais vacas para verificar se há sintomas de mastite, com uso de uma caneca de fundo preto para teste de mastite.
Selecionar as vacas com mastite crónica ou incurável para retirá-las do rebanho.

SUPLEMENTAÇÃO LIQUIDA.


Um jeito diferente de engordar a pasto
No cocho (feito com caixa d'água plástica), um líquido viscoso e escuro como chocolate em calda atrai a atenção do gado. Os animais se aproximam e começam a lambê-lo. Saem para pastejar um pouco e voltam novamente ao cocho, deitando-se ali por perto. Não se vêem instalações típicas para oferta ou armazenamento de sal mineral. O recipiente plástico fica a céu aberto, sem proteção contra chuva. Estas são imagens pouco comuns nas fazendas brasileiras, mas que ilustram um conceito diferente de alimentação animal: a suplementação líquida. Mistura de fontes minerais e energértico-protéicas, ela pode ser usada na engorda de bezerros (via creep-feeding), na manutenção de vacas de cria e também na terminação de novilhos, que chegam a ganhar 1,2 kg/cab/dia.
 “Fazíamos semiconfinamento, fornecendo aos animais ração pronta. Mas seu custo operacional era alto. Precisávamos trazer o produto de Rondonópolis (MT) e armazena-lo em ambiente controlado. Quando chovia, era um transtorno: condicionados ao trato, os bovinos ficavam esperando a ração, mas não podíamos fornecê-la. Além disso, para tomar conta do semiconfinamento, ocupávamos no mínimo dois peões, responsáveis por dois tratos diários. Em 2001, decidimos experimentar a suplementação líquida e nossa rotina mudou completamente. Um peão passou a cuidar de tudo. O outro foi direcionado para serviços gerais. A armazenagem do produto é simples e, quando chove, ele não se perde”, garante Marco Túlio Bacio Cardoso, administrador da Fazenda Entre Rios, no município de Sud Mennucci (SP), próximo à fronteira com o Mato Grosso do Sul



VANTAGENS OPERACIONAIS A propriedade de 1.936 hectares pertence ao Grupo Triunfo e dedica-se exclusivamente à engorda, terminando a pasto, com suplementação líquida, cerca de 3.400 bois/ano. Os cochos são reabastecidos a cada dez dias, propiciando economia com combustível e manutenção de máquinas. “Os peões deixaram de trabalhar nos finais de semana (como é rotina no semiconfinamento tradicional), eliminando horas extras. Para completar: o desperdício é mínimo”, explica Cardoso.
Na Fazenda Entre Rios, a ração líquida é armazenada em tanques para 1.000 litros e tem durabilidade de um ano (veja composição nutricional mais adiante). Quando necessário, basta transferi-lo (com ajuda de uma bomba e mangueiras) para um recipiente vazio alojado na carroceria do caminhão, e depois, distribuí-lo nos cochos. Também pode-se utilizar tambores de 60 kg, deixando-os no pasto para facilitar o abastecimento. Cardoso usa um cocho plástico de 500 litros para cada 75 animais.
Segundos ele, quando chove, a água não se mistura ao produto. Por ser mais denso, ele fica em baixo e a lâmina d`água se deposita em cima, sendo rapidamente consumida pelos animais. Para evitar pisoteio e subpastejo em algumas áreas, o cocho é transferido de lugar periodicamente. “O sistema é tão prático que chegamos a engordar 6.000 cabeças, em uma propriedade arrendada  apenas com dois funcionários”, garante.
Na Entre Rios, os novilhos são mantidos em pastos rotacionados de braquiarão. MG-5, tanzânia e mombaça, recebendo suplemento líquido tanto no período da seca quanto das águas, pois a fazenda tem dois ciclos de terminação: um com início em fevereiro e outro em agosto/setembro. No primeiro, o produto é fornecido durante seis meses e no segundo, durante quatro, pois a pastagem em dezembro/janeiro está no auge, permitindo altos ganhos.
Além da Entre Rios, o Grupo Triunfo possui mais duas unidades de engorda, as fazendas Santa Terezinha, em Paraguaçu Paulista-SP e Herdade, em Itapira-SP, Mantendo em Campo Grande uma “vitrine” de gado puro (o Brahman Center Triunfo) para venda de reprodutores dessa raça. Já a recria é feita nas fazendas Eldorado, no município de Gália-SP e Andradina em Campinápolis-MT. Todas essas propriedades e outras arrendadas pelo grupo trabalham com suplementação líquida (cerca de 10.000 cabeças tratadas por ano). A única exceção é a fazenda Nova Bandeirantes, no Mato Grosso, especializada em cria. Ela tem difícil acesso e está muito distante da empresa fornecedora dói produto, o que torna seu uso economicamente inviável.


CUSTO X BENEFÍCIO – Aliás, o custo dessa tecnologia no Brasil gera certa polêmica. Muitos técnicos costumam não recomendá-la na engorda de bovinos, argumentando que seu preço é pouco competitivo frente aos das rações sólidas. Segundo Fernando Loureiro Lima, diretor comercial da Anipro – empresa do grupo norte-americano XF Enterprise, que comercializa suplementos líquidos no País desde 1996 – em certas regiões, realmente é difícil competir com produtos convencionais por causa do frete, mas esses casos são exceção. “Nas áreas onde se concentra a maior parte do rebanho bovino brasileiro, nosso produto apresenta excelente relação custo x benefício, permitindo seu usos, inclusive, de forma estratégica, como fez o Grupo Triunfo em 2003”, diz ele.Loureiro conta que, na época, essa empresa precisou engordar 5.400 bois de 3,5 anos rapidamente. Os animais haviam sido recriados a pasto apenas com sal mineral, e, no final de maio, estavam com 14@, devendo seguir para terminação em boitel. “Sugerimos que o lote recebesse ração líquida durante um período curto, pára entrar no confinamento com 15@, economizando diárias. A experiência revelou-se um ótimo negócio”, explica o técnico da Anipro. Tratados durante 70 dias, os bovinos ganharam 30 Kg de peso ao custo de R$ 31,40/cab/período, ficando 21 dias a menos no boitel. Com isso, a empresa deixou de desembolsar R$ 67,2/cab, já que a diária, na época, custava R$ 3,20 por boi. Ou seja, ela economizou R$ 35,8/cab.
“No semiconfinamento que fazemos, a suplementação líquida também desempenha papel estratégico, pois permite terminar duas boiadas por ano”, ressalta Cardoso, administrador do Grupo Triunfo. “Entretanto, ninguém precisa seguir nosso modelo, que pressupõe tratar os animais durante quatro/seis meses. Consideremos, por exemplo, que um pecuarista suplemente seus animais por apenas 30 dias, visando consumo diário de 482 g/cab e ganho de 725 g/cab (21,75 kg/cab/período). Como o quilo do suplemento custa R$ 0,93, terá despesa de R$ 13,44/cab/mês ou R$ 0,61 por Kg de peso vivo.
Se usar ração comercial com 18% de proteína, fornecida na proporção de 1% do PV (4,5 Kg cab/dia), obteráganho diário maior (910 g/cab) ou 27,3 Kg/cab/mês , mas seu custo também subirá. Ele gastará R$ 60,75/cab/mês ou R$ 2,22 por Kg ganho, considerando-se o quilo da ração a R$ 0,45. E nem contabilizei itens como mão-de-obra e combustível”, diz ele.


CONCEITO – Marco Túlio Cardoso lembra, entretanto, que esses são números da Entre Rios. Cada pecuarista deve fazer suas próprias avaliações econômicas, com base em cotações locais. Avaliações que o presidente mundial da Anipro, Wes Klett, enfrenta com tranqüilidade. “Um produto só é caro quando não dá resultado. A meu ver, não é o preço que limita a difusão da suplementação líquida no Brasil, mas o desconhecimento dos pecuaristas quanto a seu funcionamento e benefício. Isso acontece porque ainda existem poucas pessoas trabalhando o conceito a campo. Se tivéssemos mais concorrência, mais empresas comercializando o produto, a demanda seria maior. Nos Estados Unidos, existem cerca de 50 fabricantes. Essa grande competição dá credibilidade, ativa o mercado”, salientou ele em entrevista exclusiva à DBO, durante uma de suas visitas ao País.
Hoje, no Brasil, apenas a Anipro e a Líquida Nutrição Animal ofertam esse tipo de produto. Ambas têm sede em Campo Grande e, embora possuam representantes alguns Estados, a comunicação com os pecuaristas continua muito circunscrita. “Vamos atacar esse problema com contratação de novos representantes e maior divulgação da tecnologia. Na região de Campo Grande, já implantamos o sistema full-service  (entrega a domicílio). Caminhões-tanque colocam o suplemento a granel diretamente nas propriedades, fazendo, inclusive, o controle de consumo. Assim, o produtor não precisa mais estocar o produto e só paga o que é colocado no cocho”, informa Antônio João de Almeida, ex-professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e hoje diretor técnico da Anipro. 
Stefan Kurmann, proprietário da Líquida Nutrição Animal, também planeja fazer sua empresa presente em mais Estados, além de participar de feiras agropecuárias, como a Expo-Grande, em abril. “Porém, nossa prioridade é a fidelização dos clientes, por meio de atendimento personalizado nas fazendas”, explica ele.
A Líquida foi fundada em 2004, atuando principalmente nos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Kurmann também acredita que a principal barreira enfrentada pela tecnologia no Brasil é a desinformação. “Depois que o pecuarista entende como o produto funciona e comprova seus resultados, dificilmente deixa de usá-lo”, garante.
CONSUMO – Segundo Kurmann, quanto maior a ingestão, mais rápida a engorda. Ele tem investido em formulações para alto consumo (cerca de 1 kg/cab/dia, visando ganho diário de 1,1 kg por bovino), mas diz que a palavra final é do cliente. Laurindo Saito, por exemplo, dono da Fazenda Pontal da Água Limpa, em Ribas do Rio Pardo (MS), prefere trabalhar com uma oferta diária de 500 g/cab. “Trato os animais apenas nos últimos 40-50 dias de engorda, para atingirem 400 kg/cab. Antes não conseguia terminá-los nas águas com este peso. Cheguei a fazer algumas experiências com torta de algodão e farelo de soja, mas achei o suplemento líquido mais fácil de ministrar”, diz o criador, que gasta R$ 0,40/cab/dia com a suplementação (menos de uma arroba por período). Na seca, como a disponibilidade de forragem cai, Saito aumenta a oferta do produto.
Vários técnicos apontam o controle de consumo como uma das dificuldades da suplementação líquida, mas as empresas que comercializam essa tecnologia discordam. “Os animais recebem diariamente a quantidade necessária para determinado ganho e confirmam, na balança, o desempenho esperado”, salienta Kurmann, da Líquida, cujos produtos não contêm reguladores de consumo. Já a Anipro, trabalha com dois compostos: um doce e outro azedo. Normalmente fornecidos juntos, o segundo (de cor escura) controla a ingestão do primeiro. “Se o pecuarista quer desempenho moderado, aumenta a quantidade do amargo, que funciona como um freio ou inibidor, a exemplo do cloreto de sódio no sal proteinado. Se quer elevar o ganho diário, trabalha com percentuais menores desse composto.
E se deseja máximo desempenho do animal, fornece apenas o doce, que é altamente palatável”, explica Fernando Loureiro, da Anipro.
Segundo ele, no Brasil, boa parte dos pecuaristas utiliza misturas contendo 80% do composto doce e 20% do azedo, visando obter ganhos entre 700 e 900 g/cab/dia. “Mas, esses percentuais não devem ser vistos como regra. Para definir qual mistura apresenta a melhor relação custo x benefício nas condições específicas de uma fazenda, é fundamental avaliar suas pastagens, sistema de manejo, clima, rebanho e vocação comercial”, salienta Loureiro. Para melhor adaptação dos animais, deve-se fornecer 100% do composto doce durante a primeira semana de trato e, depois, ir acrescentando o azedo aos poucos até o percentual desejado. Segundo Loureiro, é importante observar o cocho periodicamente para checar se a ingestão está satisfatória.
CREEP-FEEDING - Os produtos para creep-feeding normalmente não contêm inibidores de consumo, sendo fornecidos à vontade. Um estudo realizado na Fazenda Nhumirim, da Embrapa Pantanal, em agosto de 1997, envolvendo 40 bezerros tratados com suplemento líquido, registrou consumo de 90 g/cab/dia nos quatro meses de seca e ganho de 15,9 kg no período, enquanto o lote testemunha perdeu 3,4 kg/cab/dia. As mães dos bezerros suplementados também receberam ração líquida durante 189 dias, ganhando 51,6 kg e apresentado índice de natalidade de 81,5%. Das fêmeas não-tratadas, que engordaram 19,4 kg durante o experimento apenas 13,1% emprenharam.
Segundo Wes Klett, presidente mundial da Anipro, um erro clássico dos produtores é não investir em vacas com bezerro ao pé, principalmente quando o mercado de cria está em baixa. Michel Stevenson, que acompanhou Klett durante sua visita ao Brasil em outubro passado, também condena essa visão imediatista. Selecionador de Angus em Tulsa, Oklahoma, ele possui 6.000-7.000 matrizes, que há oito anos recebem ração líquida. Por dois motivos: a vaca desmama bezerros mais pesados em tempo mais curtos e mantém ótima condição corporal, que lhe garante melhor performance reprodutiva. “Nem preciso de creep-feeding. As fêmeas apresentam altos índices de prenhez, sem ter de ser separados dos bezerros, ao contrário do que ocorre por aqui”, assegura. Wes Klett acredita que a suplementação líquida vai ganhar força no Brasil, por isso instalou-se no País, fiel à filosofia de atuar em todos os grandes centros produtores de carne bovina. “Sabemos que existe uma barreira cultural à tecnologia. Os pecuaristas brasileiros estão acostumados com rações sólidas, têm dificuldade de mudar, por isso precisamos fazer um trabalho de esclarecimento e convencimento. Mas vejo tremendas oportunidades nessa terra, que tem o maior rebanho comercial do mundo. E estou confiante de que o produtor vai aderir à suplementação líquida, conforme for obtendo retorno econômico”, frisa o empresário.
Pesquisa da UFMS aponta ganhos com ração líquida em sistema de creep-feeding


Um pouco de história
A suplementação líquida não é uma tecnologia nova. Existem relatos de fornecimento de melaço de cana bovinos desde 1890. Inicialmente usando puro, esse produto incorporou o fósforo na década de 30 e depois a uréia, nos anos 50. com o tempo, foram adicionados outros nutrientes às formulações, como proteína verdadeira, lipídios, minerais, vitaminas, aditivos e até componentes homeopáticos.
 O país que melhor explora a suplementação líquida no mundo são os Estado Unidos, onde ela é empregada desde 1957, apresentado incremento anula de 10% nas duas últimas décadas.Segundo informa o veterinário Judson Vasconcelos, que faz doutorado na Texas A&M University, professores dessa instituição entrevistaram, em 2001, um grupo de 19 nutricionistas norte-americanos, responsáveis por confinamentos que terminam 13 milhões de bovinos/ano.
Esses especialistas afirmaram que 58,37% de seus clientes utilizavam suplementação líquida. Em 2000, foram comercializados no país 1,7 milhão de toneladas desse tipo de produto, 60% para confinamentos(feedyards). A tecnologia também é bastante difundida na Nova Zelândia e na Austrália, país já conta com sete fabricantes.


Composição nutricional
A uréia, fonte de nitrogênio não protéico(NNP), eleva a quantidade de proteína bruta presente no melaço, que é pobre nesse item. Contudo, segundo o veterinário Judson Vasconcelos, até pouco tempo boa parte do NNP contido na mistura líquida era desperdiçada, pois a uréia se degrada rapidamente, disponibilizando amônia em quantidade muito maior do que as bactérias do rúmen podem aproveitar. Esses microorganismos precisam que o nitrogênio proveniente da amônia seja liberado em sincronia com a energia contida na pastagem; para que possam sintetizar a proteína microbiana, essencial na nutrição de ruminantes. Como o capim é um alimento fibroso, processado de forma bem mais lenta, ocorriam desequilíbrios no processo e muito nitrogênio de perdia.
Esse problema foi parcialmente solucionado com a uréia “slow release”, que tem liberação gradual e não traz riscos de intoxicação para os animais. A utilizada pela Anipro chama-se Rumopro e é importada dos Estados Unidos. Pesquisas têm demonstrado que esse tipo de uréia aumenta a digestibilidade da pastagem entre 20% e 30%. Segundo Vasconcelos, é interessante lembrar ainda que, na ração líquida, os ingredientes não se separam. “Isso permite a adição de ionóforos e minerais com maior eficácia, pois não há possibilidade de consumo seletivo de ingredientes em condições de pastejo”, salienta.

Conheça as utilidades da ureia.



A uréia é um composto sólido, nitrogenado não protéico derivado do petróleo. Ao alcançar o rúmen do animal, através da enzima uréase é desdobrada em amônia e CO2, daí os microorganismos passam a usar essa fonte de nitrogênio para síntese de nova proteína.
A principal vantagem da uréia é permitir a economia de insumos sem comprometer a produtividade dos animais, e o melhor aproveitamento de alimentos com  teor de fibras (grosseiros).
A aptidão para o uso as amônia pelos microorganismos do rúmen é o fator mais importante na nutrição de ruminantes.
A proteína sintetizada através da uréia é também degradada no abomaso e intestino, e os aminoácidos (constituintes de proteína), são absorvidos e levados para os tecidos pelo sangue, onde poder ser utilizados para a síntese de nova proteína.

FATORES QUE INFLUENCIAM O APROVEITAMENTO DA URÉIA PELOS RUMINANTES

- A fonte e a quantidade de carboidratos são os fatores mais importantes para a síntese de proteína microbiana pelos microorganismos do rúmen.
- O nível de proteínas verdadeiras na dieta afeta a conversão de nitrogênio não protéico em proteína microbiana, portanto é imprescindível.
- Aminoácidos contendo enxofre, como cisteina, cistina e metionina, saem sintetizados pelas bactérias e incorporados à proteína microbiana.
- A idade a categoria animal e o tipo de exploração afetam o aproveitamento da uréia.
- A uréase pelo afto de ser produzida por bactérias, o liquida do rúmen apresenta uma alta atividade ureolítica. Por isso, a taxa de hidrólise da uréia do rúmen é quatro vezes maior que a capacidade de utilização de amônia pelas bactérias do rúmen.

OBSERVAÇÃO PARA UTILIZAÇÃO DA URÉIA

- As exigências nutricionais, devem estar satisfeitas em energia e minerais principalmente.
- A primeira regra pratica: o nitrogênio da uréia não pode ser maior do que 33% do nitrogênio total da dieta.
- A quantidade da uréia na ração não pode ser superior a 1% da matéria seca da dieta.
- Quando os animais são alimentados com concentrados, a uréia não pode ultrapassar 3% da mistura.
- Para uma margem de segurança, ministrar de 30 a 50 gramas de uréia para cada 100kg de peso vivo do animal, conforme o tipo de dieta e modo de administração.
- A uréia deve ser misturada homogeneamente no alimento concentrado para obter uma ingestão regular do alimento.
- As misturas contendo uréia devem ser fornecidas pelo menos duas vezes ao dia.
-O controle do consumo individual deve ser rigoroso.

TOXIDEZ DA URÉIA E PREVENÇÃO

Os sintomas de intoxicação incluem surdez, inquietação, tremores musculares, salivação excessiva, defecação constante, respiração ofegante, incoordenação motora, enrijecimento das pernas, empanzinamento (ventre aumentado), colapso circulatório, asfixia e morte.
A toxidez ocorre quando a uréia é fornecida de forma rápida, ou quando os animais estão fracos ou não adaptados à dieta com uréia, ou ainda quando não há fontes de carboidratos solúveis na dieta, ou quando a mistura não está bem feita.
A intoxicação é devida ao excesso de amônia no rúmen.
A melhor forma de adaptar o animal a dieta contendo uréia pelo aumento gradual semanalmente, até alcançar a ingestão da quantidade desejada. Deve-se iniciar com um quarto (25%), da quantidade total.

COMO UTILIZAR A URÉIA

Silagem: a silagem tem sido usada amplamente como veiculo para ministrar uréia nos animais. Trabalhos mostram que silagem sem nenhum aditivo foi incapaz de manter o peso vivo dos animais, e quando adicionou uréia, (0,5%) houve ganhos da ordem de 0,880kg por dia.
Uréia com cana-de-açúcar: A mistura de uréia com cana-de-açúcar é relativamente simples, deve ser utilizada a 0,5% no período de adaptação e a 1% após a segunda semana de uso. Para uma melhor performance dos animais, a cana-de-açúcar deve ser corrigida com minerais, proteínas e gordura.
Uréia com restos culturais: as palhadas (arroz, cevada, feijão, bagaço de cana) são caracterizadas pelo alto conteúdo de parede celular e baixo teor de digestibilidade. A utilização da uréia nas palhadas consiste em:
Preparar uma solução de 5% de uréia (5kg para cada 100 litros de água) aplicar esta solução de 0,5 litros por kg de palha, em seguida cobrir o material com lona plástica, vedando todos os orifícios. Após 3 semanas remover o material  e expor ao sol para secagem. Os seguintes resultados com palha de arroz foram obtidos: teor de proteína passou de 3% para 7,1%. A digestibilidade da matéria orgânica passou de 41% para 52%. Houve aumento na ingestão de matéria seca em 27%.
Uréia com concentrados: diversos trabalhos mostram que é necessário usar fonte de nitrogênio protéico quando se usa uréia (melaço, farelo de algodão, farelo de trigo e fubá de milho).
Tratamento de intoxicação: forçar o animal intoxicado a ingerir vinagre no inicio na intoxicação, seguindo-se i,a segunda ingestão de 3 horas após a primeira, de 3 a 5 litros por animal.

Qualquer duvida procurar técnico para esclarecimentos. Antes de utilizar qualquer tecnologia, fazer planilha de custo beneficio.    

PREVENÇÕES IMPORTANTES

PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DE VERMES

UM ANIMAL QUE SOFRE DE UMA INFECÇÃO DE VERMES PERDE PESO E FICA DOENTE E, MUITAS DAS VEZES, TAMBÉM TEM UMA BARRIGA INCHADA. OS ANIMAIS JOVENS SÃO PARTICULARMENTE SUSCEPTÍVEIS A UMA INFESTAÇÃO COM VERMES GASTROINTESTINAIS, TRANSMITIDA ATRAVÉS DA PASTAGEM. OS VERMES DESENVOLVEM-SE BEM SOB CONDIÇÕES HÚMIDAS E QUENTES. LIMPEZAS REGULARES E CHÃOS DE ESTÁBULOS MANTIDOS SECOS AJUDARÃO A PREVENIR-SE UMA INFECÇÃO. UMA CRIAÇÃO ESTABULADA (COM ALIMENTAÇÃO NO ESTÁBULO) EM VEZ DO PASTOREIO AJUDARÁ A REDUZIR-SE O RISCO DUMA INFECÇÃO. EVITAR O PASTOREIO EM ÁREAS HÚMIDAS, OU UTILIZAR CURRAIS MÓVEIS EM TALHÕES DE PASTO LIMPOS. A DESPARASITAÇÃO É UMA PRÁTICA COMUM PARA OS ANIMAIS JOVENS, QUE COMEÇA A PARTIR DE UMA IDADE DE DOIS MESES, COM UM TRATAMENTO QUE SE REPETE CADA 3-4 MESES, ATÉ O ANIMAL ATINGIR, APROXIMADAMENTE, 2 ANOS DE IDADE. COMO A MAIORIA DAS INFECÇÕES OCORRE DURANTE A ESTAÇÃO DAS CHUVAS, EM MUITAS REGIÕES SERÁ ÚTIL APLICAR UMA VERMIFUGAÇÃO ANTES E DEPOIS DESTA ESTAÇÃO.

CONTROLE DE CARRAÇAS(CARRAPATOS)

AS CARRAÇAS OU CARRAPATOS PODEM CONSTITUIR UM PROBLEMA GRAVE, PARTICULARMENTE SOB CONDIÇÕES DE PASTOREIO. AS CARRAÇAS SUGAM SANGUE E INFECTAM O GADO COM DOENÇAS TIPICAMENTE TRANSMITIDAS ATRAVÉS DAS CARRAÇAS. HÁ MUITOS TIPOS DE CARRAÇAS. EMBORA NÃO TODOS OS TIPOS TRANSMITAM DOENÇAS, COM CERTEZA DEBILITAM O ANIMAL, DEVIDO À PERDA DE SANGUE QUE PROVOCAM. PARA ALÉM DISSO, CAUSAM FERIDAS QUE PERMITEM ÀS BACTÉRIAS ENTRAREM NA PELE, LEVANDO A UMA PERDA DO SEU VALOR
ECONÓMICO. AS CARRAÇAS TAMBÉM PODEM ATACAR O ÚBERE E CAUSAR A PERDA DUMA TETA, PROVOCANDO ASSIM UMA REDUÇÃO DA PRODUTIVIDADE DA VACA LEITEIRA.
OS PRODUTORES AGROPECUÁRIOS DEVEM VERIFICAR QUAIS SÃO AS MEDIDAS, PARA CONTROLAR DOENÇAS TRANSMITIDAS POR CARRAÇAS, QUE SE COMBINAM MELHOR COM O TIPO DE CARRAÇAS PRESENTES NO SEU GADO. ISTO DEPENDE DOS TIPOS DE CARRAÇAS PRESENTES NA REGIÃO, DAS CONDIÇÕES NA EXPLORAÇÃO AGROPECUÁRIA (RAÇAS DE GADO, SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO), DOS CUSTOS E BENEFÍCIOS DAS MEDIDAS E DOS SERVIÇOS VETERINÁRIOS DISPONÍVEIS.


FIGURA 11: CONTROLO DE CARRAÇAS

DOENÇAS E PREVENÇÃO

SE UM ANIMAL APENAS TIVER ALGUMAS POUCAS CARRAÇAS, ESTAS PODEM SER REMOVIDAS. À MÃO. ATUALMENTE, TAMBÉM EXISTE UM MEDICAMENTO PARA CONTROLAR AS CARRAÇAS, APLICADO SOBRE A PELE COM ABSORÇÃO EXCLUSIVAMENTE DÉRMICA (“POUR-ON”), E QUE PODE SER APLICADO FACILMENTE. CONTUDO, NA MAIORIA DAS SITUAÇÕES É PRECISO UTILIZAR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS ESPECIAIS: OS CHAMADOS ACARICIDAS. CONTUDO, COMO OS ACARICIDAS NÃO DESTROEM APENAS AS CARRAÇAS, MAS TAMBÉM SÃO VENENOSOS PARA OS SERES HUMANOS E O GADO, É MUITO IMPORTANTE MANUSEÁ-LOS COM CUIDADO E SEGUIR AS INSTRUÇÕES DE USO FORNECIDAS PELO VENDEDOR. OS ACARICIDAS PODEM SER APLICADOS EM BANHOS DE MERGULHO, EM SPRAYS OU ESPONJAS. SE O ANIMAL NÃO TIVER MUITAS CARRAÇAS, DEVER-SE-ÃO APLICAR OS ACARICIDAS OU PYE-GREASE NAS PARTES DO CORPO PREFERIDAS PELAS CARRAÇAS, PARTICULARMENTE NAS PREGAS DE PELE. EMPREGAR A MISTURA APROPRIADA DO PRODUTO QUÍMICO E DE ÁGUA PARA O OBJETIVO ESPECÍFICO.
A FREQUÊNCIA DO TRATAMENTO DEPENDE DO TIPO DE CARRAÇA, DA RAÇA DO GADO E DA ESTAÇÃO DO ANO. A FREQUÊNCIA VARIA DE DUAS VEZES POR SEMANA PARA RAÇAS DE GADO EXÓTICAS, COMO SEJAM AS FRÍSIAS, NAS REGIÕES ONDE HÁ TEILERIOSE (FEBRE DA COSTA ORIENTAL DE ÁFRICA), A UMA VEZ POR CADA TRÊS SEMANAS PARA CONTROLAR CARRAÇAS BOOPHILUS QUE TRANSMITEM A BABESIOSE E A ANAPLASMOSE. TAMBÉM DEPENDE DO SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO E DOS CONTATOS DOS ANIMAIS COM OUTRO GADO EXISTENTE NA ALDEIA. SE UM ANIMAL SOFRER DE UMA DOENÇA TRANSMITIDA POR CARRAÇAS, DEVERSE- Á RECORRER A ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA. FINALMENTE UMA SUGESTÃO PRÁTICA PARA O CONTROLO DE CARRAÇAS: MANTER ALGUMAS GALINHAS VELHAS AO REDOR DO ESTÁBULO. PARA ALÉM DE COLHEREM CARRAÇAS DO GADO EM DESCANSO NO MOMENTO DA ORDENHA, TAMBÉM SE OCUPAM EFICAZMENTE DE QUAISQUER LARVAS DE INSECTOS OU VERMES QUE APAREÇAM NA PILHA DE ESTRUME.

CONTROLE DA TRIPANOSSOMÍASE

A TRIPANOSSOMÍASE OU DOENÇA-DO-SONO É UMA DOENÇA PROVOCADA POR PROTOZOÁRIOS TRANSMITIDOS PELAS MOSCAS TSÉ-TSÉ. OS SINTOMAS SÃO ANEMIA (CARÊNCIA DE ERITRÓCITOS OU GLÓBULOS VERMELHOS DO SANGUE), PERDA DE SAÚDE, ABORTO, INFERTILIDADE E, SE O GADO NÃO FOR TRATADO, UM NÍVEL ELEVADO DE MORTALIDADE. A PREVENÇÃO E O CONTROLO DA TRIPANOSSOMÍASE DEPENDE, PARCIALMENTE, DAS MEDIDAS EMPREGUES A NÍVEL NACIONAL, INCLUINDO A ELIMINAÇÃO DAS MOSCAS TSÉ-TSÉ E A LIMITAÇÃO DOS CONTATOS ENTRE O GADO, ANIMAIS SELVAGENS E AS MOSCAS. NUMA REGIÃO ONDE EXISTE O RISCO DE CONTAMINAÇÃO POR TRIPANOSSOMÍASE, PODE-SE ADMINISTRAR UM MEDICAMENTO PARA PREVENIR QUE OS ANIMAIS FIQUEM DOENTES. O MOMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E A DOSE DO MEDICAMENTO SÃO MUITO IMPORTANTES, PORTANTO DEVE-SE SEGUIR, METICULOSAMENTE, AS INSTRUÇÕES DE USO FORNECIDAS. PODE-SE EMPREGAR O MESMO TIPO DE MEDICAMENTO PARA O TRATAMENTO DE ANIMAIS QUE JÁ SOFREM DA TRIPANOSSOMÍASE. SE FOR NECESSÁRIO, PEDIR ASSISTÊNCIA A UM ESPECIALISTA.

PROBLEMAS DOS CASCOS

UMA VACA QUE TEM PROBLEMAS DOS CASCOS PODE FICAR COXA, MAS, PARA ALÉM DISSO, TAMBÉM PODE TER UMA DESCIDA CONSIDERÁVEL DA PRODUÇÃO LEITEIRA. OS PROBLEMAS DOS CASCOS PODEM SER PROVOCADOS POR INFECÇÕES OU PELO CRESCIMENTO DEFORMADO DOS CASCOS. A PREVENÇÃO CONSISTE NAS SEGUINTES MEDIDAS:
. ESTABULAÇÃO HIGIÉNICA. É NECESSÁRIO DISPOR DE CHÃOS LIMPOS, SECOS E BEM NIVELADOS. OS CHÃOS NÃO DEVEM SER ESCORREGADIOS, DE MODO QUE SE DEVE FAZER COM QUE A SUA SUPERFÍCIE NÃO SEJA DEMASIADAMENTE LISA.
. NUTRIÇÃO. RECOMENDA-SE REALIZAR UMA ALIMENTAÇÃO BEM BALANCEADA QUE CONTENHA SUFICIENTES ALIMENTOS GROSSEIROS, SEM SE FAZEREM MUDANÇAS DRÁSTICAS. NO CASO DE SE TRATAR DUMA DEFICIÊNCIA DE ZINCO, PODER-SE-ÃO MANIFESTAR PROBLEMAS DOS CASCOS.
. APARAGEM DOS CASCOS. OS CASCOS DEFORMADOS DEVEM SER APARADOS. PARA ESTE TRABALHO É NECESSÁRIO DISPOR-SE DE APTIDÕES ESPECIAIS DE MODO QUE DEVE SER LEVADO A CABO POR UMA PESSOA EXPERIENTE.

. PEDILÚVIO. SE OS PROBLEMAS OCORREREM COM FREQUÊNCIA, PODER-SE-Á CONSIDERAR APLICAR UM BANHO AOS PÉS COM UM DESINFETANTE (PEDILÚVIO).

prevenções para o gado (diversos)

Doenças e prevenção

A higiene diária ajuda o animal a não ficar doente.
Existem muitas doenças do gado bovino, embora haja algumas que apenas têm importância em certas regiões (p.ex. a tripanossomíase ou doença do sono) ou sob certas condições específicas. Infelizmente, é praticamente impossível descrever, todas as doenças com os tratamentos recomendáveis. Para a identificação de doenças e o seu tratamento adequado é necessário os conhecimentos e aptidões dum especialista. Se os seus animais não estiverem em boa saúde, dever-se-á pedir assistência veterinária. Mais adiante descrevem-se algumas doenças, pondo ênfase nas medidas de prevenção.

Vacinações

Para o gado leiteiro pode ser relevante aplicar vacinações contra as seguintes doenças:
. Peste bovina. Vacinação obrigatória em muitas partes de África, que pode ser combinada com uma vacinação contra a pleuropneumonia contagiosa dos bovinos (PPCB) uma vez durante toda a vida.
. A septicemia hemorrágica, que predomina nas regiões húmidas. As vacinações contra esta doença são realizadas, muitas das vezes, uma vez por ano e também protegem contra a antraz/carbúnculo e gangrena enfisematosa.
. A febre aftosa (FA), nas regiões onde esta doença é comum. Deve-se repetir a vacinação cada ano.
. A brucelose. Vacinam-se, uma vez, as fêmeas de, aproximadamente, 9 meses de idade.

Diarreia e pneumonia dos vitelos

A diarréia é a maior causa de morte para vitelos jovens durante as primeiras 2 - 3 semanas das suas vidas. Esta doença é fácil de detectar:
Criação de gado leiteiro o estrume é líquido, de cor branca e tem um cheiro muito mau. O vitelo tem um aspecto doente e não bebe adequadamente. Para prevenir a diarreia é muito importante que se dê colostro ao vitelo dentro de 2 horas após o seu nascimento e que se preste atenção à higiene. O uso de baldes limpos para alimentar e uma estabulação limpa são imprescindíveis. Também é importante manter o estábulo com chão limpo, seco, com uma cama ou ter um chão de ripas. O primeiro passo do tratamento é dar água fervida ao vitelo para prevenir a sua desidratação. Acrescentar uma colher de chá de sal de cozinha e duas colheradas de açúcar por litro de água. Quando o vitelo estiver recuperado, começar de novo, gradualmente, a alimentá-lo com leite. Se após um par de dias a diarreia não tiver desaparecido, será necessário um tratamento com antibióticos.

Figura 10: Sinais de saúde e de doença dum vitelo. A: Animal sadio, alerta, com os olhos limpos, pêlo luzidio e as orelhas erguidas.
B: Diarréia - animal com as patas traseiras e cauda sujas, as orelhas descaídas e os olhos cavados. C: Pneumonia – animal com os olhos e a nariz escorrendo, uma respiração difícil, a boca aberta e o pescoço esticado.

Criação de gado leiteiro

A pneumonia é uma causa importante de crescimento deficiente e de morte nos primeiros quatro meses da vida dum vitelo. Os sintomas são: tosse, febre elevada, os olhos aquosos e a nariz escorrendo. Os vitelos são infectados, principalmente, após de atingirem dois meses de idade.
Para prevenção é importante que se alimente o vitelo com colostro, imediatamente depois do nascimento, e que se mantenha uma estabulação limpa, aberta, com boa ventilação e um chão seco. Os vitelos devem ser protegidos contra grandes flutuações de temperatura do ambiente. Pode-se aplicar uma vacinação em vitelos com três meses de idade. Se um vitelo sofrer de pneumonia, o tratamento com um antibiótico de amplo espectro, durante cinco dias no mínimo, dará, geralmente, bons resultados.

ESTAMOS DE VOLTA

AMIGOS , FICAMOS UM TEMPO FORA DO AR MAS AGORA VOLTAMOS DE CARA NOVA E COM NOVIDADES PARA TODOS VOCÊS . NO DECORRER DA SEMANA VAMOS FALANDO UM POUCO SOBRE AS NOVIDADES , POIS TENHO CERTEZA QUE VOCÊS VÃO GOSTAR.
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Conheça o Mal invisível da bovinocultura.

Os prejuízos provocados pelos vermes dependem da espécie do verme e do grau de infestação, conjuntamente com as condições de clima, solo, vegetação, tipo de condução do pastejo, a raça, a idade do animal e se gado de corte ou de leite. (Na criação de bovinos de leite, devido ao manejo intensivo, a verminose ocasiona maiores prejuízos).
Pesquisadores mostraram que a vermifugação dos animais três vezes ao ano (maio, julho, e setembro) proporcionou em dois anos um retorno financeiro de 457,46% sobre o custo da aplicação do vermífugo. 
Durante três anos pesquisadores tratando animais estrategicamente nos meses de maio, julho, setembro e dezembro, constataram que os animais tratados ganharam 40 Kg a mais que animais não tratados.
Em nossa região, no Brasil Central a morte dos animais pela verminose é baixa, mas chega a 2%, sendo que o efeito de maior prejuízo está no atraso do crescimento e baixo ganho de peso, devido à redução da ingestão e conversão dos alimentos.
Conclusões de algumas pesquisas:

a)As infestações por vermes em bovinos de corte criados a pasto são mais graves a partir da desmama e durante a época seca do ano.

b)As populações de larvas infectantes nas pastagens são mínimas durante a seca.

c) Nos períodos chuvosos, a quantidade de larvas disponíveis nas pastagens é maior e consequentemente neste período os animais são mais suscetíveis à verminose. (Segundo os pesquisadores, 95% dos vermes se encontram na pastagem e somente 5% estão dentro dos animais).

d)Durante a seca constatou-se uma grande população de vermes adultos no interior do organismo animal. Esse fato proporciona oportunidade para combatê-los, concentrando o tratamento com vermífugo durante este período, quando as condições de reinfecções são mínimas.
Neste período, o problema da verminose se agrava, com a nutrição deficiente.

e) A vermifugação estratégica nos meses de maio, julho, setembro e dezembro, com anti-helmíntico de amplo espectro é eficiente. Utiliza-la a partir da desmama até aos 2 anos de idade. Com este tratamento os animais perdem menos peso durante a seca e ganham significativamente mais peso no período chuvoso seguinte.        

f) O uso contínuo das vermifugações estratégicas permite que o número de larvas nas pastagens decresça a níveis mínimos aceitáveis.
Ciclo biológico dos vermes:
    
No interior do Intestino, ou nos pulmões, alojam-se  os vermes adultos, machos e fêmeas, que se acasalam. As Fêmeas produzem centenas de ovos.
Os ovos são eliminados ao meio exterior nas fezes. No interior das fezes, os ovos evoluem e de cinco a sete dias chegam ao estágio de larvas infectantes que ficam disponíveis no pasto. Quando o bovino se alimenta, ingere com o capim as larvas infectantes que se desenvolvem, até vermes adultos, machos e fêmeas, que no interior do tubo digestivo ou nos pulmões iniciarão novo ciclo.

Esquema estratégico de aplicação de vermífugos:
    
A primeira aplicação, no início do período seco ,(maio), objetiva eliminar os vermes adquiridos pelos animais na época chuvosa; evitando que os vermes continuem a eliminar ovos nas pastagens. A segunda vermifugação, em meados do período seco, (julho), atua sobre os vermes adquiridos pelos animais durante as semanas que se seguiram a primeira vermifugação e que estariam contaminando as pastagens com ovos. Nesse período ainda existe umidade suficiente para permitir o desenvolvimento dos ovos até larva infectante. A terceira aplicação, no final do período seco,(setembro), tem como finalidade eliminar algum verme adulto que exista nos animais.Algumas recomendações:•Utilizar na propriedade a rotação de   pastagens.

•Vermifugar qualquer categoria animal antes de entrar em pastagens que foram vedadas e/ou recém-formadas.
•Utilizar sempre a dose recomendada pelo fabricante do produto.
•Os bezerros mamando, com menos de 4 meses de idade devem ser mantidos em locais limpos e em pastagens drenadas e de boa qualidade.
•Nas criações extensivas de gado de corte utilizar o controle estratégico conforme as categorias de animais.
•Deve-se vermifugar todos os animais e não somente os magros.
•Nunca criar animais   jovens misturados com animais adultos.
•Vermifugar as bezerras leiteiras, a partir do terceiro mês e repetir a cada 2 meses até 1 ano de vida, posteriormente fazer vermifugação estratégica nos meses de maio, julho, setembro e dezembro.
Sinais da doença:

Os principais sinais da verminose nos bovinos além da anemia e do enfraquecimento é o aparecimento de diarreia escura as vezes sanguinolenta, pelos ásperos e eriçados com presença de vermes nas fezes e inchaço na barbela dos animais. Na verminose pulmonar, o animal pode apresentar tosse, respiração acelerada e difícil. A verminose pulmonar é mais comum em bovinos no primeiro ano de vida.

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