Terminação de cordeiros
Há grande preocupação de produtores e técnicos quanto aos sistemas de produção de cordeiros em pastagens, em função das elevadas taxas de mortalidade que já foram observadas devido às infecções parasitárias (Siqueira et al., 1993) além dos ganhos de peso que muitas vezes são limitados nestes sistemas (Macedo et al., 1995).
No entanto, o custo de produção de pastagens é extremamente reduzido (cerca de R$0,08/ kg MS) quando comparado ao custo do concentrado (cerca de R$ 0,60-0,80/kg MS), o que indica a necessidade de superação das dificuldades de produção de cordeiros em pastagens, principalmente em regiões onde alternativas forrageiras como a aveia e o milheto, além de espécies de clima frio como o azevém, o trevo e o cornichão podem ser utilizadas.
E ainda, um estudo mais detalhado dos sistemas de suplementação dos cordeiros abre uma possibilidade de superação do "vazio forrageiro" que pode ocorrer na época de nascimento e crescimento dos cordeiros (inverno-primavera) para os produtores que trabalham com raças lanadas mais estacionais, e que têm sua estação de nascimento concentrada nessa época do ano.
A linha de pesquisa trabalhada pelo Grupo de Pesquisa Produção de Ovinos para Carne, da Universidade Federal do Paraná, objetiva estudar a produção de cordeiros para abate, com ou sem utilização de suplementação com ou sem desmame, em áreas de pastagens de verão e de inverno.
Em avaliações realizadas em Curitiba-PR desde 2003 foram estudadas diferentes alternativas de sistemas de terminação: cordeiros desmamados e terminados em pastagens e em confinamento, e também sistemas de terminação sem desmame, com ou sem suplementação alimentar em creep feeding em pastagens tropicais (Tifton-85) e temperadas (azevém). Além disso, avaliaram-se também diferentes níveis de suplementação com ração concentrada após o desmame dos cordeiros recriados em pastagens, em sistemas de manejo contínuo.
Os resultados indicaram que os cordeiros que foram desmamados entre 40 e 55-60 dias e colocados em pastagens com diferentes espécies forrageiras apresentaram desempenho inferior aos cordeiros que não foram desmamados e terminaram ao pé das mães, independente de terem recebido a suplementação em creep feeding ou não (Bosquetto et al, 2004).
Cabem algumas observações sobre esses resultados: o desmame dos cordeiros realizado entre 40 e 60 dias e com cerca de 15 a 17 kg de peso corporal, associado a recria em pastagens nessa fase, dificultou a expressão do ganho de peso e algumas vezes, a sobrevivência dos animais. Os ganhos médios diários ficaram ao redor de 100 g/d, tanto em pastagem de Tifton-85 quanto em azevém, forrageira de inverno na qual se esperava melhor desempenho devido à sua reconhecida qualidade, e também devido a outros resultados da pesquisa, como em Tonetto et al. (2004).
Estes autores encontraram melhor desempenho dos cordeiros em pastagens de azevém (19,9% de proteína bruta e 77% digestibidade in vitro da matéria seca) sem nenhum tipo de suplementação (ganho médio 404 g/d) quando comparados com cordeiros (213 g/d) que tinham sido confinados à céu aberto recebendo silagem de sorgo (6,4% de proteína bruta e 43% de digestibidade in vitro da matéria seca) e ração concentrada entre 1,2% (antes de 42 dias) até 2% do peso vivo (após 42 dias de idade). Os cordeiros terminados em pasto nativo do RS recebiam suplemento com a mesma silagem de sorgo citada acima e o ganho de peso diário foi igual a 325 g/d. Em todos os métodos de alimentação não foi realizado o desmame. Observa-se a grande importância da qualidade do volumoso ofertado na pastagem neste trabalho.
Na avaliação realizada no ano de 2004, os cordeiros não conseguiram superar a baixa oferta de forragem de azevém que ocorreu entre setembro-outubro na região de Curitiba, devido à seca intensa e prolongada, com redução acentuada na disponibilidade de folhas na pastagem. Cabe relatar que a disponibilidade de folhas nos piquetes de azevém caiu de cerca de 1500 kg de matéria seca para cerca de 300 kg de matéria seca de folhas/ha, entre agosto e outubro daquele ano (Ribeiro et al., 2005). De acordo com Carvalho (1997), os ovinos preferem e colhem essencialmente as folhas em sua dieta durante o pastejo, se lhes for dada oportunidade de seleção.
Assim, a redução na disponibilidade da forragem e a mudança no seu perfil qualitativo durante o período de utilização da pastagem pelos cordeiros foram responsáveis, certamente, pela redução no desempenho dos animais com diminuição acentuada na condição corporal dos mesmos (perda de escore de condição corporal), com provável prejuízo da imunidade, tendo ocorrido elevada mortalidade dos cordeiros devido à verminose nessa época do ano.
Ressaltam-se então dois pontos importantes desse sistema, no qual os cordeiros são desmamados e terminados em pastagens: o peso de desmame adotado para os cordeiros pode ter sido baixo demais e isso limitou sua capacidade de recuperação de desenvolvimento pós-desmame; e a capacidade de consumo de forragem pode estar limitada pelo próprio tamanho corporal dos animais nesse momento.
Quanto à suplementação exclusiva dos cordeiros lactentes, Neres et al. (2001) e Garcia et al. (2003) descreveram que a alimentação em creep feeding com dieta total (volumoso mais ração concentrada) ad libitum (à vontade), desde o nascimento dos cordeiros indicou não ser necessário o tradicional método de desmame precoce seguido de confinamento dos animais, sistema bastante utilizado em várias regiões do Brasil.
Isso não se justificaria devido aos ganhos favoráveis de peso (380 a 420 g/d) que os cordeiros apresentavam nos sistemas creep feeding estudados no Estado de São Paulo, sendo possível que estes chegassem ao peso final para abate, sem a separação das mães. No caso de fornecimento de ração ad libitum em creep feeding, os cordeiros tinham seus abates realizados entre 60 e 80 dias de idade, liberando as ovelhas precocemente para a atividade reprodutiva acelerada. Vale considerar também a não exposição dos cordeiros ao estresse do desmame.
Como nos nossos resultados de pesquisa desde 2003 não foram observadas diferenças significativas quanto ao ganho de peso diário dos animais (259 g/d x 262 g/d; Bosquetto et al., 2004; 261 g/d x 282 g/d; Ribeiro et al., 2005) independente do fornecimento de suplementação em creep feeding, isso nos dá a oportunidade de destacar a importância que o leite materno e/ou a presença das mães tem no desempenho individual dos cordeiros, fato este de grande importância também quando se pensa em bem estar animal.
Assim, os cordeiros que permaneceram com suas mães até o abate tiveram bom desempenho (acima de 200 g/d, pode ser considerado um ganho de peso satisfatório), tanto em pastagem de Tifton-85 quanto em pastagem de azevém, independente do uso de suplementação, que foi fornecida em 1% PV, a partir de 40-60 dias de idade.
Dois pontos podem ser levantados para discussão dentro desse conjunto de resultados: a quantidade de suplemento fornecida em 1% do PV não foi suficiente para levar às diferenças de desempenho entre os animais que recebiam ou não suplementação, o que levou ao contraste com os resultados de Neres et al.(2001) e Garcia et al. (2003); e a suplementação em creep feeding tem melhor resposta quando se inicia o fornecimento da ração bem no início da vida dos cordeiros. Owen (1976) afirmou que a maior velocidade de crescimento na espécie ovina ocorre entre a primeira e a vigésima semana de vida, ou seja, até os 140 dias de idade. Iniciando o fornecimento de suplemento entre 30 e 60 dias, perdemos uma parte importante da resposta fisiológica do crescimento dos animais.
A permanência dos cordeiros com suas mães até o abate, realizado aos 32 kg, implicou em ocupação de área nobre da pastagem até 95-100 dias de idade (idade em que os cordeiros foram abatidos nos sistemas sem desmame) exigindo um aporte superior de nutrientes às ovelhas, devido à elevada demanda nutricional da lactação. Este sistema dificultaria então a liberação das ovelhas para uma estação de monta acelerada, fora da época convencional de verão/outono, utilizada nos criatórios onde se adotam os sistemas de 3 partos a cada 2 anos, que exigem a recuperação corporal bastante rápida das ovelhas.
Talvez, com melhor ajuste de época e da quantidade de suplemento em creep feedingisso possa ser contornado. Embora houvesse a preocupação de maior infecção parasitária devido à não separação das mães, isso na realidade não ocorreu nos anos avaliados. Os animais suportaram de forma bastante tranqüila as infecções detectadas através da contagem dos ovos nas fezes, mantendo sua condição corporal estável e sem mortalidade, nos sistemas sem desmame.
Sobre a suplementação dos cordeiros com ração concentrada nos sistemas em pastagens após o desmame, no ano de 2005 foram estudados 3 níveis de suplementação (1 e 2% do peso vivo médio dos cordeiros e suplementação ad libitum, que chegou a 3,2% do peso vivo) comparados ao grupo sem suplementação, para cordeiros desmamados com 17 kg de peso médio corporal.
Os resultados mostraram uma resposta linear do desempenho dos animais em relação ao fornecimento da ração, independente da oferta de forragem, quando comparado ao tratamento sem suplementação. No entanto, é muito importante citar que, quando se ofertou o nível de suplementação ad libitum houve substituição completa do consumo de pastagem pelo consumo de ração, o que pode ser facilmente medido pela observação do comportamento dos animais (Fernandes, 2006) e pelos dados de avaliação do consumo de pastagem, que ficou praticamente nulo nesse caso.
Isso indica que, conforme citado na literatura para ruminantes em geral (Euclides et al., 2005; Reis et al., 1999) os cordeiros apresentaram à mesma resposta de substituição do pasto pelo suplemento que já foi relatada nos casos de suplemento com concentrado de alto valor nutricional, perdendo o sentido do suplemento como complementação da ausência de nutrientes da pastagem, ou como um elemento na dieta que possibilita o melhor aproveitamento da massa de forragem das pastagens nos momentos em que sua quantidade e qualidade não são satisfatórias, como ocorre nas épocas de estiagem da região Centro-Sul do Brasil.
Esse conjunto de resultados chamou a atenção para alguns pontos importantes que precisam ser avaliados com mais detalhes:
a resposta diferenciada dos cordeiros conforme a época e o nível de suplementação em creep feeding;
a resposta diferenciada conforme a idade e o peso de desmame e recria em pastagens;
a interferência positiva da presença das mães no desempenho dos cordeiros;
a necessidade de melhor definição da curva de desenvolvimento corporal dos cordeiros nos diferentes sistemas, encontrando-se os pesos e a condição corporal ótimos para abate nos sistemas com maior fluxo de energia (confinamento e/ou uso de concentrados) e/ou pastagens;
a possibilidade de alguma alternativa forrageira de melhor qualidade nutricional aos cordeiros em pastagens, com inclusão de leguminosas, por exemplo, visando evitar a presença de uma única espécie forrageira em períodos climáticos críticos.
Adiciona-se, então, mais uma possibilidade de produção de cordeiros em pastagens que são os sistemas em creep grazing, que é a suplementação exclusiva dos cordeiros lactentes com pastagem de melhor qualidade do que está sendo ofertada às mães (Baker, 1996). Na prática isso poderia ser bem representado por leguminosas, como o Arachis (amendoim forrageiro), a alfafa, o trevo e o cornichão.
O projeto em andamento do Grupo de Pesquisa Produção de Ovinos para Carne da Universidade Federal do Paraná está avaliando este sistema com as forrageiras temperadas trevo e cornichão, com previsão de avaliação do amendoim forrageiro para os ovinos e os caprinos nos próximos anos.
Não há relatos de avaliações desse modelo com ovinos e caprinos no Brasil, mas podem ser levantados alguns pontos positivos do mesmo:
1) a utilização de forrageiras de melhor valor nutricional aos cordeiros;
2) a diminuição do acesso dos cordeiros ao leite das mães, diminuindo o desgaste físico das ovelhas e possibilitando melhor recuperação da condição corporal;
3) a diminuição do uso de ração concentrada, com provável redução dos custos com alimentação;
3) se aplica bem às diferentes regiões do país, com a utilização de leguminosas tropicais como o amendoim forrageiro, e leguminosas temperadas, tais como os trevos e o cornichão. O cornichão tem resultado em excelente performance para cordeiros descritos na literatura em países como Austrália e Nova Zelândia, com melhor controle da verminose devido à presença do tanino (BARRY et al., 2001) melhorando inclusive a futura taxa ovulatória das cordeiras em crescimento.
Assim, em conjunto com o aumento do interesse nacional pela Ovinocultura e Caprinocultura e a entrada de material genético de qualidade variada e superior, e ainda com vista aos novos sistemas agroecológicos de produção animal ressalta-se a importância cada vez maior da avaliação de novas alternativas de modelos de alimentação para os caprinos e ovinos para as diferentes espécies forrageiras, nas diversas condições ambientais do Brasil.
Dentro de todos os sistemas estudados, logicamente é fundamental a análise de viabilidade econômica dos mesmos, uma vez que utilizam quantidades bastante diferenciadas de insumos (principalmente ração concentrada). O grupo de pesquisa está produzindo uma planilha econômica para a referida análise, de forma mais completa. Porém, na próxima coluna, abordar-se-ão, de forma simplificada, dados referentes ao consumo e ao custo de alimentação nos sistemas, relacionando-os com os preços da carne do cordeiro praticados no comércio regional.
TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: Principais raças de ovinos e suas aptidões.
TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: Principais raças de ovinos e suas aptidões.: Abordaremos, nesse texto, quais são as principais raças de ovinos criadas no Brasil e quais são as suas especialidades. Raças especializa...
Cruzamentos de raças caprinas de aptidões diferentes: produção de carne em sistemas de produção de caprinos leiteiros.
Com o objetivo de identificar os melhores genótipos e práticas de manejo, através de aplicação e geração de novas tecnologias visando melhorias na produção e qualidade do leite de cabras, em unidades familiares no Cariri paraibano, foi realizada uma pesquisa financiada pelo CNPq, nos cariris velhos (ocidental e oriental) para determinar o perfil dos criadores de caprinos leiteiros daquela região.
Foram entrevistados 540 criadores, em 19 municípios do Cariri paraibano, pertencentes ao grupo de criadores de base familiar, fornecedores de leite de cabra para o Programa Leite da Paraíba. Alguns dados preliminares dessa pesquisa são apresentados neste artigo. Dentre as raças criadas na região apresentam-se em maior destaque a Saanen e a Parda Alpina. Considerando que estas raças são exigentes quanto à alimentação, ambiente e a qualidade dos cabritos para produção de carne fica a desejar, se faz necessário encontrar alternativas para aumentar a rentabilidade dos sistemas de criação de caprinos leiteiros no semiárido.
Uma alternativa para aumentar a renda dos produtores dessa região seria a utilização de cruzamentos de parte das matrizes leiteiras com reprodutores de raças especializadas na produção de carne como exemplo a raça Boer. Dessa forma a produção de leite poderá ser mantida ao mesmo tempo associada à produção de cabritos para corte de alta qualidade. Pois, os animais mestiços F1, entre as raças Saanen e Boer, com a introdução do Boer para utilização de reprodutores machos dessa raça, é justificado pela melhoraria da condição corpórea e de ganho de peso dos cabritos oriundos de um rebanho caprino leiteiro, desta forma, se constituindo como mais uma fonte de renda para o produtor de leite.
Com o objetivo estudar os efeitos das condições climáticas do semiárido sobre o comportamento fisiológico de caprinos mestiços (F1) das raças Saanen e Boer e suas inter relações entre os sexos e o turno em sistema intensivo de criação (AZEVEDO, et al., 2011) concluíram que os caprinos resultantes de cruzamentos das raças Boer (paterna) e Saanen (materna) apresentam uma boa resistência ao calor, o que permite sua indicação para produção de carne no semiárido em sistema de confinamento, visando incrementar a renda dos produtores nesta região.
Outras pesquisas no sentido de averiguar o grau de adaptação dessas raças e dos produtos (grupos genéticos) resultantes de cruzamentos, estão em desenvolvimento no Núcleo de Pesquisas Bioclimatológicas do Semiárido (NUBS) no CSTR/UFCG, Patos/PB. Nesta linha de pesquisa, foi publicado no 5º Simpósio Internacional Sobre Caprinos e Ovinos de Corte, realizado no período de 24 a 28 de outubro de 2011, em João Pessoa PB, cujo resumo expandido: "Utilização da Termografia de Infravermelho na avaliação das respostas fisiológicas e gradientes térmicos de cabras Saanen e mestiças ¼ Saanen + ¾ Bôer no semiárido paraibano", o qual encontra-se na íntegra.
Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar as respostas fisiológicas e os gradientes térmicos de cabras Saanen e mestiças ¼ Saanen + ¾ Bôer criadas no semiárido, com auxílio da termografia de infravermelho. Foram utilizadas 18 cabras, sendo 9 puras Saanen e 9 mestiças, distribuídas em um delineamento inteiramente causalizado em fatorial 2x2 (duas raças e dois turnos), com 18 repetições. A análise de variância revelou efeito de turno (P<0,05) para a temperatura retal, temperatura superficial e para os gradientes térmicos sendo observadas no turno da tarde as maiores médias para temperatura retal e para temperatura superficial e no turno da manhã, para os gradientes. Não foi observado efeito de raça para nenhum dos parâmetros estudados, exceto para a frequência respiratória. A raça Saanen se mostrou menos tolerante às condições climáticas do semiárido do que os mestiços ¾ Saanen + ¼ Bôer, refletindo a necessidade de mais pesquisas com relação ao manejo e instalações para esses animais.
Introdução
A produção caprina é influenciada pelos sistemas de produção e fatores climáticos, que podem provocar alterações fisiológicas e interferir na produtividade animal (Silva et al., 2005). O estresse térmico é um dos principais fatores limitantes da produção animal, de forma que para se obter o melhor desempenho de um determinado sistema de produção, é necessário que as atividades desse sistema sejam desenvolvidas dentro de uma zona de termoneutralidade para os animais.
Os estudos bioclimatológicos servem com ferramenta fundamental para contribuir com a defesa e seleção de animais mais adaptados às condições climáticas do semiárido. Assim o uso de novas tecnologias como a Termografia de Infravermelho surgem como alternativas para precisar o impacto dos fatores ambientais na produção animal, dando suporte à decisão e promovendo a saúde e o bem estar animal. Portanto objetivou-se com este trabalho avaliar com auxílio da termografia, as respostas fisiológicas e os gradientes térmicos de cabras Saanen e seus mestiços, criadas em sistema de semi-confinamento no semiárido paraibano.
Foram entrevistados 540 criadores, em 19 municípios do Cariri paraibano, pertencentes ao grupo de criadores de base familiar, fornecedores de leite de cabra para o Programa Leite da Paraíba. Alguns dados preliminares dessa pesquisa são apresentados neste artigo. Dentre as raças criadas na região apresentam-se em maior destaque a Saanen e a Parda Alpina. Considerando que estas raças são exigentes quanto à alimentação, ambiente e a qualidade dos cabritos para produção de carne fica a desejar, se faz necessário encontrar alternativas para aumentar a rentabilidade dos sistemas de criação de caprinos leiteiros no semiárido.
Uma alternativa para aumentar a renda dos produtores dessa região seria a utilização de cruzamentos de parte das matrizes leiteiras com reprodutores de raças especializadas na produção de carne como exemplo a raça Boer. Dessa forma a produção de leite poderá ser mantida ao mesmo tempo associada à produção de cabritos para corte de alta qualidade. Pois, os animais mestiços F1, entre as raças Saanen e Boer, com a introdução do Boer para utilização de reprodutores machos dessa raça, é justificado pela melhoraria da condição corpórea e de ganho de peso dos cabritos oriundos de um rebanho caprino leiteiro, desta forma, se constituindo como mais uma fonte de renda para o produtor de leite.
Com o objetivo estudar os efeitos das condições climáticas do semiárido sobre o comportamento fisiológico de caprinos mestiços (F1) das raças Saanen e Boer e suas inter relações entre os sexos e o turno em sistema intensivo de criação (AZEVEDO, et al., 2011) concluíram que os caprinos resultantes de cruzamentos das raças Boer (paterna) e Saanen (materna) apresentam uma boa resistência ao calor, o que permite sua indicação para produção de carne no semiárido em sistema de confinamento, visando incrementar a renda dos produtores nesta região.
Outras pesquisas no sentido de averiguar o grau de adaptação dessas raças e dos produtos (grupos genéticos) resultantes de cruzamentos, estão em desenvolvimento no Núcleo de Pesquisas Bioclimatológicas do Semiárido (NUBS) no CSTR/UFCG, Patos/PB. Nesta linha de pesquisa, foi publicado no 5º Simpósio Internacional Sobre Caprinos e Ovinos de Corte, realizado no período de 24 a 28 de outubro de 2011, em João Pessoa PB, cujo resumo expandido: "Utilização da Termografia de Infravermelho na avaliação das respostas fisiológicas e gradientes térmicos de cabras Saanen e mestiças ¼ Saanen + ¾ Bôer no semiárido paraibano", o qual encontra-se na íntegra.
Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar as respostas fisiológicas e os gradientes térmicos de cabras Saanen e mestiças ¼ Saanen + ¾ Bôer criadas no semiárido, com auxílio da termografia de infravermelho. Foram utilizadas 18 cabras, sendo 9 puras Saanen e 9 mestiças, distribuídas em um delineamento inteiramente causalizado em fatorial 2x2 (duas raças e dois turnos), com 18 repetições. A análise de variância revelou efeito de turno (P<0,05) para a temperatura retal, temperatura superficial e para os gradientes térmicos sendo observadas no turno da tarde as maiores médias para temperatura retal e para temperatura superficial e no turno da manhã, para os gradientes. Não foi observado efeito de raça para nenhum dos parâmetros estudados, exceto para a frequência respiratória. A raça Saanen se mostrou menos tolerante às condições climáticas do semiárido do que os mestiços ¾ Saanen + ¼ Bôer, refletindo a necessidade de mais pesquisas com relação ao manejo e instalações para esses animais.
Introdução
A produção caprina é influenciada pelos sistemas de produção e fatores climáticos, que podem provocar alterações fisiológicas e interferir na produtividade animal (Silva et al., 2005). O estresse térmico é um dos principais fatores limitantes da produção animal, de forma que para se obter o melhor desempenho de um determinado sistema de produção, é necessário que as atividades desse sistema sejam desenvolvidas dentro de uma zona de termoneutralidade para os animais.
Os estudos bioclimatológicos servem com ferramenta fundamental para contribuir com a defesa e seleção de animais mais adaptados às condições climáticas do semiárido. Assim o uso de novas tecnologias como a Termografia de Infravermelho surgem como alternativas para precisar o impacto dos fatores ambientais na produção animal, dando suporte à decisão e promovendo a saúde e o bem estar animal. Portanto objetivou-se com este trabalho avaliar com auxílio da termografia, as respostas fisiológicas e os gradientes térmicos de cabras Saanen e seus mestiços, criadas em sistema de semi-confinamento no semiárido paraibano.
Principais raças de ovinos e suas aptidões.
Abordaremos, nesse texto, quais são as principais raças de ovinos criadas no Brasil e quais são as suas especialidades.
Raças especializadas na produção de lã fina:
Merino Australiano
É uma raça que apresenta uma lã de excelente qualidade e elevado valor econômico, destinada à fabricação de tecidos finos. Adapta-se, perfeitamente, às condições de alta temperatura e vegetação pobre, em vista de seu pequeno porte e volume muito fino e denso, que funciona como verdadeiro isolante térmico. Não tolera, por razões óbvias, excessiva presença de umidade.
Ideal ou Polwarth
Raça originária da Austrália, tem uma excelente capacidade de produzir lã, aliada à produção de carcaças de bom desenvolvimento. Possui grande adaptabilidade às condições menos favoráveis de meio ambiente, como solos pobres, desde que a umidade relativa do ar seja baixa.
Raças especializadas na produção de carne:
Raças especializadas na produção de carne:
Lanadas:
Este grupo de raças é mais exigente em termos de nutrição e ambiente em geral, adaptando-se melhor às criações mais intensificadas. Exige boas pastagens e suplementação alimentar nos períodos de carência. Uma forma de aproveitar o potencial produtivo das raças de carne, onde o ambiente não possibilitar sua criação em estado de pureza racial, seria o cruzamento industrial com raças mistas ou produtoras de lã fina, deslanadas ou sem raça definida.
Este grupo de raças é mais exigente em termos de nutrição e ambiente em geral, adaptando-se melhor às criações mais intensificadas. Exige boas pastagens e suplementação alimentar nos períodos de carência. Uma forma de aproveitar o potencial produtivo das raças de carne, onde o ambiente não possibilitar sua criação em estado de pureza racial, seria o cruzamento industrial com raças mistas ou produtoras de lã fina, deslanadas ou sem raça definida.
Hampshire Down
Essa é uma raça inglesa, do conhecido grupo das “caras negras”, expandiu-se bastante, em determinadas regiões do Brasil, tendo se adaptado bem, dentro das condições de meio ambiente.
Suffolk
Trata-se, também, de uma raça inglesa, pertence ao mesmo grupo das “caras negras” e, da mesma forma, adaptou-se bem ao Brasil, nas regiões de ambiente favorável, com clima ameno e alta disponibilidade de alimentos.
Ile de France
Raça de origem francesa, adaptou-se bem às nossas condições, apresentando excelente fertilidade e cordeiros com ótima velocidade de crescimento.
Deslanadas:
Apesar de o Brasil possuir, em quase toda a sua extensão, condições para criação de raças lanadas (com exceção das áreas quentes e úmidas), as raças deslanadas apresentam destaque, sobretudo, na região nordestina.
Apesar de o Brasil possuir, em quase toda a sua extensão, condições para criação de raças lanadas (com exceção das áreas quentes e úmidas), as raças deslanadas apresentam destaque, sobretudo, na região nordestina.
Morada Nova
Essa raça foi formada no Brasil e se mostra muito adaptada, oferecendo bons resultados na pastagem. Apresenta excelentes índices de produtividade, especialmente no que diz respeito à reprodução. Em geral, são animais de coloração marrom ou branca, muito dóceis, que se deixam manejar com grande facilidade.
Santa Inês
Essa raça também teve sua origem no Brasil, é uma raça leiteira de origem italiana. Por ser ótima produtora de leite, é, em decorrência, excelente mãe, capaz de desmamar cordeiros muito saudáveis, com bom peso. São ovinos que suportam bem o manejo extensivo, com boa produtividade.
Raças especializadas na produção de pele:
Karakul
Pertence ao grupo de ovinos de cola gorda, característica dos animais que vivem determinados períodos sob intensa carência alimentar. A pele que apresenta alto valor é a do cordeiro recém-nascido, conhecida como astracã.
Pertence ao grupo de ovinos de cola gorda, característica dos animais que vivem determinados períodos sob intensa carência alimentar. A pele que apresenta alto valor é a do cordeiro recém-nascido, conhecida como astracã.
Raças especializadas na produção de leite:
O leite ovino apresenta excelentes características para a fabricação de queijos finos. Apesar do seu maior conteúdo em proteína e gordura, comparativamente, entre tantos outros, ao leite de cabra, o potencial de produção da ovelha é muito menor, com um período de lactação, que se situa ao redor de cinco meses, e uma produção média diária ao redor de 1,0 Kg. Destacam-se neste grupo as raças Lacaune, Bergam´acia, Wilstermarch. A raça Santa Inês poderia sofrer um processo de seleção para a produção de leite, considerando seu potencial inato
Boi .7.7.7 e seu conceito.
Entenda o Conceito do Boi 7.7.7
O conceito boi 7.7.7, segundo o coordenador de conteúdo do Circuito ExpoCorte, Diede Loureiro, determina que o bovino no desmame tenha 7@ (arrobas), na recria 7@ e na engorda e terminação 7@, sendo desta forma abatido com 21@ aos 24 meses de idade.
O conceito boi 7.7.7 foi desenvolvido por pesquisadores do Pólo Regional da Alta Mogiana, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo.
Segundo Diede Loureiro, o sistema traz para a produção um animal mais eficiente e mais arrobas por hectare, impactando na rentabilidade do produtor e trazendo mais qualidade de carne para o consumo.
“No Circuito ExpoCorte vamos discutir metas para isso nas fazendas. O boi 7.7.7 é um animal que não deve passar por nenhum tipo de intempérie. É um conceito fácil, porém é preciso seguir uma série de etapas para conseguir o objetivo esperado”, comenta Diede.
O coordenador de conteúdo do Circuito ExpoCorte explica que o custo de produção do boi 7.7.7 varia, ou seja, é adequado conforme a propriedade. “Esse boi requer investimento para que se tenha rentabilidade. É possível aumentar a rentabilidade pelo aumento da produção de arrobas por hectare. Até 2024 o mercado irá apresentar crescimento, mas o rebanho e a área não se caso não se invista em tecnologia. Em Mato Grosso o conceito boi 7.7.7 já é aplicado em algumas propriedades ao menos há três anos”, salientou Diede.
.
.
TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: Boi .7.7.7 e seu conceito.
TRATAMENTO VETERINÁRIO AGROVITTA: Boi .7.7.7 e seu conceito.: Entenda o Conceito do Boi 7.7.7 O conceito boi 7.7.7, segundo o coordenador de conteúdo do Circuito ExpoCorte, Diede Loureiro, d...
Ração balanceada para Suínos .
Nutrição.
- Avaliando a série histórica dos custos de produção de suínos no Brasil, em média, a alimentação nas granjas estabilizadas e de ciclo completo corresponde à 65% do custo. Em épocas de crise na atividade o valor atinge a cifra de 70 a 75%. Isto significa, por exemplo, que se a conversão alimentar de rebanho for de 3,1 e a alimentação representar 70% dos custos de produção, a equivalência mínima entre preços deverá ser de 4,4 ( o preço do suíno deverá ser no mínimo 4,4 vezes superior ao preço da ração) para que o produtor equilibre os custos de produção com o preço de venda dos animais. Neste aspecto a possibilidade de auferir lucros com a suinocultura depende fundamentalmente de um adequado planejamento da alimentação dos animais. Isso envolve a disponibilidade de ingredientes em quantidade e qualidade adequada a preços que viabilizem a produção de suínos. A obtenção de lucros também exige a combinação adequada dos ingredientes para compor dietas balanceadas nutricionalmente, para cada fase de produção, visando atender às exigências nutricionais específicas. Em termos médios, em uma granja estabilizada de ciclo completo, para cada porca do plantel produzindo 20 leitões ao ano e terminados até os 105 kg de peso de abate, é necessário dispor de 7.000 kg de ração com um gasto médio de 240 kg de núcleo, 5.260 kg de milho e 1.500 kg de farelo de soja. Ainda, considerando uma relação média de 2,8 litros de água potável ingerida para cada kg de ração consumida, estima-se um gasto anual de 19,6 mil litros de água potável para cada porca e sua produção. A aplicação dos conhecimentos de nutrição deve contribuir para a preservação do ambiente e isto significa que o balanceamento das rações deve atender estritamente às exigências nutricionais nas diferentes fases de produção. O excesso de nutrientes na ração é um dos maiores causadores de poluição do ambiente, portanto, atenção especial deve ser dada aos ingredientes, buscando-se aqueles que apresentam alta digestibilidade e disponibilidade dos nutrientes e que sejam processados adequadamente, em especial quanto à granulometria(Referência n° 37). Em complementação, a mistura dos componentes da ração deve ser uniforme e o arraçoamento dos suínos deve seguir boas práticas que evitem ao máximo o desperdício. Através da nutrição e do manejo da alimentação e da água devem ser atendidas as necessidades básicas dos animais em termos de saciedade da fome e da sede, sem causar deficiências nutricionais clínicas ou subclínicas e sem provocar intoxicações crônicas ou agudas, aumentando a resistência às doenças. Os animais não devem ser expostos, via alimentação e água, à produtos químicos ou agentes biológicos que sejam prejudiciais para a produção e reprodução. No contexto do bem-estar animal, a nutrição deve assegurar o aporte adequado de nutrientes para a manutenção normal da gestação, para a ocorrência de partos normais e para uma produção adequada de leite que garanta o desenvolvimento normal dos leitões durante o período de lactação. Água O suíno deve receber água potável. Alguns parâmetros são importantes para assegurar a potabilidade e a palatabilidade da água: ausência de materiais flutuantes, óleos e graxas, gosto, odor, coliformes e metais pesados; pH entre 6,4 a 8,0; níveis máximos de 0,5 ppm de cloro livre, 110 ppm de dureza, 20 ppm de nitrato, 0,1 ppm de fósforo, 600 ppm de cálcio, 25 ppm de ferro, 0,05 ppm de alumínio e 50 ppm de sódio; temperatura inferior a 20° C. Ingredientes para rações Para compor uma ração balanceada é necessário a disponibilidade e combinação adequada de ingredientes, incluindo um núcleo ou premix mineral-vitamínico específico para a fase produtiva do suíno. Existem várias classes de alimentos quanto à concentração de nutrientes(Referência n° 17). De uma forma geral, é possível classificar os ingredientes pelo teor de energia, proteína, fibra ou minerais presentes. São esses os principais fatores nutricionais que determinam o seu uso para as várias fases de vida do suíno (Referência n° 39). Alimentos essencialmente energéticos São os que apresentam em sua composição, baseada na matéria seca, mais de 90% de elementos básicos fornecedores de energia. São utilizados em pequenas proporções como o açúcar, gordura de aves, gordura bovina, melaço em pó, óleo de soja degomado ou bruto ou, em proporções maiores, como no caso da raiz de mandioca integral seca. Alimentos energéticos também fornecedores de proteína São aqueles que possuem, geralmente, valor de energia metabolizável acima de 3.000 kcal/kg do alimento e, pela quantidade com que podem ser incluídos nas dietas, são também importantes fornecedores de proteína. São exemplos: a quirera de arroz, a cevada em grão, o soro de leite seco, o grão de milho moído, o sorgo baixo tanino, o trigo integral, o trigo mourisco, o triguilho e o triticale, entre outros. Alimentos energéticos com médio a alto teor de fibra Esses alimentos têm energia metabolizável acima de 2.600 kcal/kg e teor de fibra bruta acima de 6%. São exemplos: o farelo de arroz integral, o farelo de amendoim, a aveia integral moída, o farelo de castanha de caju, a cevada em grão com casca, a polpa de citrus, o farelo de coco, a torta de dendê, o grão de guandu cozido, a raspa de mandioca (de onde foi extraído o amido) e o milho em espiga com palha. Alimentos fibrosos com baixa concentração de energia e médio teor de proteína Possuem teor de proteína bruta maior que 17%, de fibra acima de 10% e concentração de energia metabolizável menor que 2.400 kcal/kg. São exemplos: o feno moído de alfafa, o farelo de algodão, o farelo de babaçu, o farelo de canola e o farelo de girassol. Alimentos fibrosos com baixa concentração em proteína São os ingredientes que possuem teor de proteína abaixo de 17%, mais de 6% de fibra bruta e valor máximo de energia de 2400 kcal/kg de alimento. São exemplos: o farelo de algaroba, o farelo de arroz desengordurado, o farelo de polpa de caju, a casca de soja e o farelo de trigo. Alimentos protéicos com alto teor de energia Os representantes dessa classe possuem mais de 36% de proteína bruta e valor de energia metabolizável acima de 3.200 kcal por kg de alimento. São exemplos: o leite desnatado em pó, a levedura seca, o glúten de milho, a farinha de penas e vísceras, a farinha de sangue, a soja cozida seca, a soja extrusada, o farelo de soja 42% PB, o farelo de soja 45% PB, o farelo de soja 48% PB e a soja integral tostada. Alimentos protéicos com alto teor de minerais A inclusão desses ingredientes em rações para suínos é limitada pela alta concentração de minerais que apresentam. São exemplos: as farinhas de carne e ossos com diferentes níveis de PB e a farinha de peixe. Alimentos exclusivamente fornecedores de minerais São fontes de cálcio, de fósforo, de cálcio e fósforo ao mesmo tempo e de sódio. Como exemplos mais comuns temos o calcário calcítico, o fosfato bicálcico, o fosfato monoamônio, a farinha de ossos calcinada, a farinha de ostras e o sal comum. Avaliação dos alimentos Os grãos de cereais e outras sementes variam sua composição em nutrientes, principalmente em função da variedade, tipo de solo onde foram produzidos, adubação utilizada, clima, período e condições de armazenamento. As forrageiras apresentam variação principalmente com a variedade, a idade da planta, tipo de solo e adubação, clima, processamento (fenação, ensilagem), além de período e condições de armazenamento. A principal causa de variação na composição dos subprodutos de indústria é o tipo de processamento utilizado, além de variações diárias dentro do mesmo tipo de processamento, bem como a conservação do produto. Desta forma, para viabilizar a formulação de rações com base em valores de nutrientes o mais próximo possível da realidade, deve-se lançar mão de análises de laboratório, que indicarão a real composição em nutrientes das matérias-primas disponíveis. Preparo das rações Para a maioria das fases, uma formulação adequada é obtida com a combinação dos alimentos energéticos também fornecedores de proteína com alimentos protéicos com alto teor de energia. A complementação dos demais nutrientes deve ser feita com os alimentos exclusivamente energéticos, alimentos protéicos com alto teor de minerais e alimentos exclusivamente fornecedores de minerais. O uso de aminoácidos sintéticos pode ser vantajoso na redução de custos da ração, necessitando, no entanto, orientação técnica específica. Sempre deverá ser feita a inclusão de premix vitamínico e de micro-minerais. O Núcleo é um tipo especial de premix que já contém o cálcio, o fósforo e o sódio, além das vitaminas e micro-minerais necessários, por isso, na maioria das vezes, dispensa o uso dos alimentos exclusivamente fornecedores de minerais. Esses produtos devem ser utilizados dentro de 30 dias após a data de sua fabricação e ser mantidos em lugares secos e frescos, de preferência em barricas que minimizem a ação da luz. O uso de promotores de crescimento nas rações deve atender à legislação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), bem como atender aos seguintes critérios, simultaneamente: eficiência do ponto-de-vista econômico; rastreabilidade na ração; segurança para a saúde humana e animal; ausência de efeitos negativos sobre a qualidade da carne e compatibilidade com a preservação ambiental. Os leitões novos não admitem ingredientes de baixa digestibilidade ou alimentos fibrosos na dieta, enquanto um alto teor de fibra na dieta é adequado para as matrizes até os 80 dias de gestação. Os cuidados com o preparo das rações somam-se aos esforços de formular uma dieta contendo ingredientes com composição e valor nutricional conhecidos e atendendo às exigências nutricionais dos suínos. Qualquer erro em uma ou mais etapas do processo de produção de rações pode acarretar em prejuízos econômicos expressivos, já que os gastos com a alimentação correspondem à maior parte do custo de produção dos suínos. Formulação das rações Usar fórmulas específicas para cada fase da criação (pré-inicial, inicial, crescimento, terminação, gestação e lactação) elaboradas por técnicos especializados, ou que sejam indicadas nos rótulos dos sacos de concentrados e núcleos. Ler com atenção as indicações dos produtos e seguir rigorosamente suas recomendações. Para atender às necessidades diárias de nutrientes de cachaços adultos, a dieta deve conter, no mínimo, os mesmos níveis nutricionais de uma dieta de gestação (Tabela 10). As matrizes em gestação recebem arraçoamento de forma controlada, razão pela qual é possível preparar uma ampla variedade de rações com níveis nutricionais diferenciados. Os níveis sugeridos na Tabela 10 representam um padrão compatível com a recomendação de fornecimento de ração referida no Capítulo 13. Também podem ser usados ingredientes fibrosos (alternativos) para alimentar as matrizes em gestação, devendo, nesse caso, ser revista a quantidade de ração diária a ser fornecida. A ração de lactação deve ter alta concentração em nutrientes porque a demanda em nutrientes para a produção de leite é muito alta. Os níveis apresentados na Tabela 10 referem-se a um consumo médio diário de 6 kg de ração por matriz. Tabela 10. Níveis nutricionais recomendados para as diferentes fases de produção (Referência n° 12) . Nutrientes Ração Gestação Ração Lactação Ração Pré-inicial Ração Inicial Ração Crescimento Ração Terminação Energia metabolizável (Kcal/kg) 3210 3300 3360 3300 3280 3250 Proteína bruta (%) 13,5 18,0 18,0 16,0 15,0 13,0 Lisina (%) 0,60 1,00 1,40 1,15 0,85 0,72 Metionina (%) 0,18 0,34 0,42 0,35 0,27 0,20 Metionina + Cistina (%) 0,39 0,70 0,84 0,70 0,56 0,44 Treonina (%) 0,40 0,65 0,84 0,75 0,60 0,46 Triptofano (%) 0,12 0,20 0,25 0,21 0,16 0,13 Cálcio (%) 0,75 1,20 0,90 0,85 0,72 0,50 Fósforo total (%) 0,60 0,85 0,75 0,70 0,60 0,40 Fósforo disponível (%) 0,32 0,65 0,55 0,40 0,28 0,19 Sódio (%) 0,15 0,20 0,15 0,15 0,15 0,15 Obs: Os microminerais e as vitaminas necessárias são obtidas pela inclusão de núcleo ou premix mineral vitamínico na proporção recomendada pelo fabricante. A alimentação dos leitões durante o período que ficam na maternidade e na creche é um dos fatores mais críticos na produção de suínos. Os animais recebem em curto período de vida dois a três tipos de ração, dependendo da idade de desmame (Referência n° 09). No desmame realizado aos 21 dias de idade podem ser fornecidos dois tipos de ração pré-inicial que são fundamentais para um bom desempenho e que se diferenciam em termos de qualidade, pela maior digestibilidade dos ingredientes. Para a formulação da ração pré-inicial 1, recomenda-se o uso de 15% a 20% de soro de leite em pó, 10% de leite desnatado em pó e 3% a 5% de gordura ou óleo. Caso tenha disponível farinha de carne ou farinha de peixe de boa qualidade, pode-se utilizar 5% na dieta em substituição ao leite desnatado em pó. A ração pré-inicial 2 pode ser preparada com a inclusão de 10% de soro de leite em pó e 1% a 3% de gordura ou óleo para junto com o milho, farelo de soja (em limite de inclusão de 12%) e núcleo de boa qualidade para compor uma ração nutricionalmente adequada para essa fase. A ração pré-inicial 2 deve ser preparada com cuidado especial para evitar os problemas digestivos e as diarréias do pós-desmame. Isso é possível com o uso de ingredientes e núcleos dentro das normas de qualidade. O cuidado na escolha de um núcleo de comprovada qualidade é de fundamental importância para obter sucesso na produção de leitões nessa fase. Na fase inicial deve-se formular as dietas tendo como ingredientes base preferencialmente o milho e o farelo de soja, porém já é possível a utilização de ingredientes alternativos como, por exemplo, cereais de inverno (trigo, triticale, aveia, entre outros), subprodutos do arroz, mandioca e seus subprodutos, porém em níveis de inclusão baixos. Se houver dificuldade de formular as rações pré-inicial e inicial, contendo os ingredientes especificados em cada uma delas, a solução é a aquisição de ração comercial pronta específica para cada fase, sempre de fornecedores idôneos e que tenham registro no Mapa para a produção e comercialização de rações. A experiência de outros produtores da região que alcançaram sucesso com a produção de leitões pode ser importante para identificar os fornecedores e fabricantes de rações idôneos. As opções de dietas para suínos na fase de crescimento (22 a 55 kg de peso vivo) e terminação (55 a 115 kg de peso vivo) são muito variadas. Nessas fases, pode-se lançar mão de inúmeros alimentos alternativos, os quais poderão proporcionar uma redução no custo da alimentação, em relação à uma dieta de milho e farelo de soja. Recomenda-se que o número de rações na fase de terminação seja aumentado de 1 para 2 sempre que o peso de abate for próximo a 120 kg. Nesse caso, a ração terminação 1 será fornecida dos 50 até os 80 kg, contendo os níveis nutricionais apresentados na Tabela 10 e a ração terminação 2 será fornecida dos 80 kg até o peso de abate, contendo uma redução de 8% nos níveis nutricionais da ração terminação 1 exceto para o nível de energia metabolizável que deverá apresentar um valor de 3.200 Kcal/kg. Pesagem dos ingredientes Pesar cada ingrediente que entra na composição da dieta, conforme a quantidade que entra na fórmula. O uso de balanças é indispensável. Além disso, as balanças devem apresentar boa precisão e sensibilidade, evitando-se o uso de balanças de vara. A utilização de baldes ou outro sistema para medir o volume, em vez do peso, não deve acontecer, pois há erros decorrentes da variação nas densidades de diferentes ingredientes ou de diferentes partidas de um mesmo ingrediente. Mistura dos ingredientes Misturar previamente o premix ou o núcleo contendo minerais e vitaminas, antibióticos e outros aditivos com cerca de 15kg de milho moído ou outro grão moído, antes de adicioná-lo aos outros ingredientes que farão parte da mistura. Essa pré-mistura pode ser realizada em misturador em "Y", tambor ou ainda com o uso de um saco plástico resistente, agitando-se o conteúdo vigorosamente durante algum tempo até notar-se que as partes apresentam-se distribuídas com certa homogeneidade (Referência n° 25). Para misturar os ingredientes usar misturadores. A mistura de ração com o uso das mãos ou com pás não proporciona uma distribuição uniforme de todos os nutrientes da ração, ocasionando prejuízos ao produtor devido ao pior desempenho dos animais. Para facilitar a distribuição dos ingredientes, coloca-se no misturador em funcionamento, primeiro o milho moído, ou o ingrediente de maior quantidade indicado na fórmula, depois o segundo ingrediente em quantidade e assim sucessivamente. Após aproximadamente 3 minutos de funcionamento do misturador, retirar cerca de 40 kg da mistura e reservar. A seguir, colocar no misturador o premix ou núcleo previamente misturado com o milho e misturar por mais 3 minutos. Finalmente, recolocar os 40 kg da mistura retirados anteriormente e observar o tempo de mistura. O misturador deve ser sempre limpo após o uso, tomando-se toda a cautela para evitar acidentes. Tempo de mistura O tempo de mistura, após colocar todos os ingredientes, deve ser o indicado pelo fabricante do misturador. Entretanto, é recomendável que se determine, pelo menos uma vez, o tempo de mistura na granja para se ter uma idéia de qual é o tempo ideal. Em geral, o tempo ideal de mistura, em misturadores verticais, é de 12 a 15 minutos, após carregá-lo com todos os ingredientes. Porém, há misturadores verticais que apresentam tempo ótimo de mistura de 3 minutos e outros de 19 minutos. Daí a necessidade de se determinar o tempo ideal de mistura. Misturas realizadas abaixo ou acima da faixa ideal de tempo não são de boa qualidade, uma mesma partida terá diferentes quantidades de nutrientes, o que acarretará desuniformidade dos lotes e perdas econômicas para o produtor. As misturas realizadas acima do tempo ideal acarretam gastos desnecessários com energia e mão-de-obra. Aconselha-se que a cada 3 minutos seja retirada e recolocada imediatamente no misturador uma quantidade de ração, de cerca de 30 kg. Isso fará com que o material que estava parado nas bocas de descarga seja também misturado. Forma física da ração As rações secas destinadas à alimentação de suínos podem ser apresentadas sob duas formas: farelada ou peletizada. A forma farelada é a mais usual e é usada nas granjas que misturam as rações na propriedade, enquanto que a forma peletizada deve ser a preferencial a ser adotada quando a ração é adquirida pronta. Com a peletização é observada uma melhoria média em 6,2% no ganho de peso, 1,2% no consumo de ração e 4,9% na conversão alimentar. O efeito da peletização sobre a melhoria na conversão alimentar ocorre sob 3 diferentes modos: redução das perdas; melhoria na digestibilidade dos nutrientes e menor gasto de energia para ingestão da ração. Arraçoamento Considerando uma matriz mantida em ciclo completo, o consumo total de rações por fase produtiva dos suínos durante um ano corresponde à 11% na gestação, 6% na lactação, 13% pelos leitões na creche, e 70% pelos suínos no crescimento e terminação. Desta forma, o manejo da alimentação na fase de crescimento e terminação assume importância fundamental para o máximo rendimento econômico na atividade. Quando avaliado sob o ponto de vista da quantidade de nutrientes fornecidos aos suínos, em um determinado intervalo de tempo, existem essencialmente três sistemas de alimentação: à vontade, controlada por tempo e com restrição. Alimentação à vontade No sistema de alimentação à vontade, os nutrientes necessários para expressar o máximo potencial de produção ou ganho de peso são fornecidos na proporção e quantidade suficiente. A ração está à disposição do animal para consumo o tempo todo e a quantidade total consumida depende do apetite do suíno. É o sistema adotado preferencialmente para leitões nas fases inicial e de crescimento, visando aproveitar o máximo potencial de deposição de tecido magro aliado ao máximo ganho de peso. O consumo médio à vontade na fase de crescimento é de aproximadamente 1,900 kg e na fase de terminação é de 2,900 a 3,100 kg por suíno por dia, dependendo da genética. Na Tabela 11 são apresentados, com base no peso vivo, os espaços mínimos de comedouro para cada suíno alimentado à vontade. Alimentação controlada No sistema de alimentação controlado por tempo, os suínos recebem várias refeições ao dia que são controladas por determinados períodos de tempo, nos quais o suíno consome a ração à vontade. Por exemplo, consumo à vontade por um período de 30 minutos, quando são realizadas duas refeições ao dia. Alimentação restrita No sistema de alimentação com restrição, um ou mais nutrientes são fornecidos na quantidade ou proporção não suficiente para permitir o máximo ganho de peso. As quantidades são restritas a níveis abaixo do máximo consumo voluntário e podem ser fornecidas em uma só vez, ou ser divididas em várias porções iguais durante o dia. O objetivo da restrição para suínos em terminação é a redução da quantidade de gordura e o aumento da proporção de tecido magro na carcaça(Referência n° 08). A restrição alimentar está baseada na proporção relativa que cada componente do ganho de peso assume em função da intensidade desse ganho nas diversas fases de vida do suíno. Durante a fase inicial (até 20kg de peso vivo) e no crescimento (até 55kg de peso vivo), a deposição de tecido muscular é alta enquanto a deposição de gordura é baixa. Com o avançar da idade, a taxa de ganho em tecido magro atinge um platô, isto é, um nível máximo, enquanto a taxa de deposição de gordura aumenta, assumindo a maior proporção do ganho de peso. Assim, na fase de terminação, o objetivo é restringir o ganho de peso diário, reduzindo uma fração do ganho de gordura, de modo a não permitir uma deposição excessiva dessa gordura na carcaça. Sob condições nutricionais adequadas e para cada genótipo específico, a determinação do ganho de peso ideal (que maximiza a percentagem de carne na carcaça) é o ponto de partida que permite a recomendação ou não da restrição alimentar. Existe uma relação direta entre deposição de gordura na carcaça e conversão alimentar, porque o gasto energético para formar tecido adiposo é muito maior do que para a deposição de tecido magro. Isso implica em que quanto maior a deposição de gordura, pior é a conversão alimentar. As diferenças genéticas quanto ao potencial para deposição de carne ou gordura podem ser observadas quando são fornecidas quantidades crescentes de energia e nutrientes através da ração aos animais. Em determinado consumo de ração, linhagens menos selecionadas atingem seu máximo de deposição de carne, enquanto que linhagens altamente selecionadas atingem esse máximo com um maior consumo de ração, propiciando maior deposição diária de carne. Em sistemas de alimentação convencionais, que não consideram as diferenças entre os animais quanto ao aspecto genético, pode-se incorrer em duplo erro. Os animais com baixa taxa de ganho em carne consomem quantidade de proteínas superior a sua capacidade de uso, enquanto os suínos de crescimento superior à média podem não otimizar seu potencial de crescimento devido à limitação na ingestão de proteína, ou depositar maior quantidade de gordura como conseqüência de um aumento na ingestão, na tentativa de atender a sua exigência de proteína/aminoácidos. Está evidente que podem ser obtidos benefícios, se as características de crescimento próprias de cada linhagem forem consideradas quando da formulação das dietas. Na restrição alimentar é necessário que todos os animais alojados na baia tenham acesso simultâneo ao comedouro e, dessa forma, o espaço ao comedouro é uma função do peso do animal. A área a mais que o comedouro ocupa, no caso da restrição, reduz a capacidade da instalação, podendo alcançar valores de 12% a 17% por baia. Na Tabela 11 são apresentados, com base no peso vivo, os espaços mínimos de comedouro para cada suíno criado com alimentação restrita. Tabela 11. Espaço linear (cm) mínimo de comedouro por suíno sob alimentação restrita e à vontade em função do peso vivo. Peso vivo (kg) Alimentação restrita Alimentação à vontade 10 14.0 3.5 40 22.0 5.5 50 23.5 5.9 60 25.0 6.3 70 26.5 6.6 80 27.5 6.9 90 28.5 7.1 100 29.5 7.4 Manejo da alimentação por sexo separado O fator sexo, pela ação dos hormônios sexuais, tem efeito sobre o potencial de crescimento, o consumo voluntário de alimento, a eficiência alimentar e a qualidade de carcaça em suínos na fase de crescimento-terminação. A capacidade de deposição de tecido muscular pelos suínos, quando sob a influência diferenciadora da atividade hormonal, obedece à seguinte ordem decrescente: machos inteiros, leitoas e machos castrados. A um mesmo peso de abate e sob a mesma nutrição, as fêmeas apresentam mais proteína, menos gordura e menos matéria seca na carcaça quando comparadas aos machos castrados. Machos inteiros e leitoas depositam menos gordura no regime alimentar à vontade porque têm maior potencial de crescimento muscular e maior gasto energético para mantença quando comparados aos castrados. Sob o ponto de vista da alimentação, a instalação separada de machos castrados e fêmeas tem vantagens porque os machos castrados ingerem mais alimentos e mais rapidamente do que as leitoas e depositam mais gordura com menor idade, resultando em carcaças com menor porcentagem de carne. Quando os animais são alimentados com rações, contendo o mesmo nível nutricional e abatidos na mesma época, sem estratégia de peso de abate diferenciado, a instalação dos suínos por diferença de sexo proporciona carcaças mais magras porque as fêmeas não sofrerão a competição dos castrados pela ração, atingindo peso de abate mais cedo. Desta forma, todo lote pode ser abatido com até uma semana de antecipação o que pode representar, principalmente para os castrados, um aumento de até 1% na porcentagem de carne na carcaça. Se adicionalmente for adotado o arraçoamento diferenciado, aliado ao peso menor de abate para castrados, o produtor pode garantir um aumento de 1% a 2% na proporção de carne magra na carcaça, na média dos animais terminados. Nesta sistemática, as leitoas são alimentadas à vontade e os castrados com restrição de 5% aos 65kg de peso vivo, aumentando a restrição em 1% para cada 10kg de peso vivo até chegar à 10% na fase final da terminação. Finalmente, ainda existe a opção de fornecer dietas diferenciadas por sexo, aumentando a concentração nutricional na ração das fêmeas. conforme solicitado pelo nosso amigo Araujo via whattsapp.
Assinar:
Postagens (Atom)
Como cultivar milho hidropônico para alimentação animal.
No cultivo do milho hidropônico, para alimentação animal, é usado um material vegetal seco como substrato. A hidroponia é usada par...
-
No cultivo do milho hidropônico, para alimentação animal, é usado um material vegetal seco como substrato. A hidroponia é usada par...
-
O índio gigante surgiu do cruzamento das raças combatentes, Shamo, Malaio e de galinhas caipiras Brasileiras, mesmo tendo em sua forma...
-
Nutrição. Avaliando a série histórica dos custos de produção de suínos no Brasil, em média, a alimentação nas granjas estabilizadas e de c...




